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A perenidade do planeta passa pelas florestas

OESP - https://opiniao.estadao.com.br/noticias/espaco-aberto
Autor: MOURÃO, Antonio Hamilton
31 de mar de 2021

A perenidade do planeta passa pelas florestas
Tratar o meio ambiente com respeito e dignidade é dever de todos nós

Hamilton Mourão, O Estado de S.Paulo
31 de março de 2021

Quando o assunto é preservação ambiental e biodiversidade, estamos à frente. O Brasil destaca-se nesse contexto por ser um dos países que mais preservam as suas florestas, com mais de 60% de todo o seu território coberto por vegetação nativa, e por ser o hábitat da maior e mais rica biodiversidade do mundo, distribuída em seis biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampas e Pantanal.
As florestas são essenciais para o equilíbrio da vida na Terra e desempenham importante papel nos campos ambiental, social e econômico. Elas protegem os solos e os rios, atuam no clima, abrigam uma rica biodiversidade, proporcionam alimento, lazer, medicamentos, atividades sociais e educacionais e são fontes de pesquisa e de sustento econômico.
Diante da relevância das florestas para a nossa vida e a do planeta, a Organização das Nações Unidas (ONU) tomou a iniciativa de considerar o dia 21 de março o Dia Internacional das Florestas para que o mundo voltasse a sua atenção para esse tesouro de valor inestimável quando mantido em pé.
Há maneiras de explorar economicamente as florestas, gerando renda e empregos para as comunidades locais e desenvolvimento para o País, e ainda assim preservá-las. Esse caminho passa pelo cumprimento do rigoroso Código Florestal brasileiro e pelas práticas de manejo sustentável, que por meio de um plano bem elaborado garante a manutenção da diversidade e da sustentabilidade da floresta, permitindo a permanência e a renovação dos recursos naturais e o seu uso constante, inclusive pelas próximas gerações.
A preservação e a proteção das florestas brasileiras são dois dos nossos maiores desafios e prioridades. Estamos em constante busca pela perenidade dos nossos biomas e seus respectivos ecossistemas, bem como dos recursos naturais, pela adoção de políticas públicas modernas e consistentes, pelo combate diuturno aos ilícitos ambientais e pelo desenvolvimento sustentável com segurança, justiça e oportunidade para todos os brasileiros. Como um país megadiverso, buscamos alinhar preservação ambiental ao uso sustentável dos recursos biológicos, hídricos, energéticos e minerais.
Dentre as diversas ações adotadas pelo governo em prol de nosso extenso território verde, destaco a recriação do Conselho Nacional da Amazônia Legal, que presido; a deflagração da Operação Verde Brasil 2, em maio de 2020, com previsão de encerramento em 30 de abril próximo; o Plano Amazônia 2021/2022; a Moratória do Fogo, decretada em julho de 2020, com proibição das queimadas legais pelo período de 120 dias; o programa Adote um Parque; o Floresta +, que prevê o pagamento por serviços ambientais e estimula que os proprietários de terras conservem área maior do que a determinada pela lei; aperfeiçoamento do monitoramento por satélite; aplicações de multas; apreensões de equipamentos utilizados em crimes ambientais; e o combate sistemático ao desmatamento e às queimadas ilegais, incluindo a campanha Diga Sim à Vida e Não às Queimadas, no ar desde o ano passado. Em comemoração do Dia Internacional das Florestas foi lançada uma cartilha digital voltada para a conscientização dos jovens, que se encontra disponível para download no site da Vice-Presidência da República.
No século 21, a sustentabilidade é o caminho que nos permite honrar o pacto geracional com nossos filhos, netos e demais brasileiros. É a única forma de continuarmos a usufruir os benefícios advindos das florestas sem exauri-las, para que as gerações futuras também o façam. Por isso, no nosso testamento precisam constar, na primeira linha, as florestas brasileiras. Assim como recebemos esse valioso legado ambiental de nossos antepassados, precisamos ter o cuidado de repassá-lo para os novos herdeiros do Brasil.
Porém esse legado e esse compromisso com as gerações futuras não são de responsabilidade somente do governo federal, governos estaduais e demais autoridades públicas. É evidente que os governantes têm papel relevante e imprescindível na preservação do meio ambiente, por meio das políticas e ações públicas. No entanto, precisamos entender que a defesa das nossas florestas, em prol do bem-estar coletivo, é responsabilidade de todos. A preocupação com a sustentabilidade, o uso consciente dos recursos naturais, a denúncia de ilícitos ambientais pelos canais disponíveis, a redução do lixo e de desperdícios, a não aquisição de animais silvestres e de bens ou produtos da biodiversidade brasileira comercializados ilegalmente devem fazer parte do dia a dia de cada brasileiro. Uma corrente é tão forte quanto o seu elo mais fraco.
Quando uma floresta é destruída, com ela perdemos séculos de verde, vidas, saúde, bem-estar e economia. Tratar o meio ambiente com respeito e dignidade é dever de todos nós. Com a união de esforços o Brasil permanecerá sendo o país que mais preserva e protege a sua vegetação nativa. A perenidade do planeta passa pela perenidade das florestas.

VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, É PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DA AMAZÔNIA LEGAL

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