O Globo, Razao Social, p.6
06 de Set de 2004
CEMIG patrocina projeto de educação ambiental que cuida de espécie em extinção no cerrado
Pela preservação de um lobo que nada tem de mau
A o olhar leigo, o lobo-guará assemelha-se a um cão dourado, de cauda pequena, solitário, medroso e ágil, que evita o quanto possível o contato humano. Mesmo assim, sofre com a insensatez dos bípedes que povoaram o mundo à sua volta, e o abatem sob o argumento de que ele, na verdade, é um lobo mau, que ataca galinhas. A lenda tratada como verdade semeou uma matança que levou o canídeo à lista dos ameaçados de extinção. Por isso, a Fundação Zôo-Botânica e a Cemig iniciaram, em 1999, um projeto de educação ambiental que monitora lobos-guarás na Reserva de Proteção do Caraça, em Minas Gerais. Este ano, a empresa e a ONG acertaram a ampliação do projeto, para a Estação Ambiental de Galheiro, localizada a 450 km de Belo Horizonte. A reserva ocupa uma área de 2.847 hectares, cercada por fazendas de produção de soja e criação de gado.
Dália Rizie, bióloga da Fundação Zôo-botânica, explica que a importância de se estudar o lobo-guará está nas descobertas que poderão ser feitas sobre sua reação numa área que sofre ação direta do homem, por se tratar de uma ilha cercada por fazendas.
A reserva possui uma vegetação típica dessa espécie de canídeo, o cerrado acrescenta ela.
A primeira fase do projeto, entre 1999 e 2002, estudou o comportamento do lobo-guará, por meio do monitoramento via satélite, na Reserva do Caraça. Paralelamente, foi feito um levantamento florístico da região e um estudo da adaptação e do manejo de um casal de animais em regime de semi-cativeiro. Além disso, foi realizado um trabalho de educação ambiental aqui que continua na Estação de Galheiro, no Triângulo Mineiro, que pertence à Cemig.
A tecnologia de ponta permite obter dados precisos sobre a localização dos lobos por meio de colares com radiotransmissores equipados com GPS (Global Positioning System). Assim, é possível determinar o tamanho do território, os tipos de ambiente que o animal freqüenta e a influência sobre a espécie. Para possibilitar o monitoramento via satélite, os pesquisadores precisam capturar o lobo para pôr nele uma coleira que emite sons. Todo mês as informações são enviadas a um computador, o que possibilita aos pesquisadores saberem os caminhos por onde o lobo passou durante esse período.
As atividades de educação ambiental apresenta as informações obtidas nas pesquisas às comunidades próximas das regiões estudadas, priorizando crianças na idade escolar. Uma das atividades desenvolvidas na Zoo-Botânica é a Trilha do Lobo, caminhada realizada numa reserva de cerrado dentro da Fundação. Os visitantes só ano passado foram 450 aprendem noções sobre alimentação, habitat e costumes do lobo-guará. Um trabalho da Trilha será, justamente, o de desmitificar a idéia do lobo mau, difundida pelas histórias infantis baseadas em lobos europeus e americanos.
A empresa mantém ainda um extenso programa de arborização, em parceria com prefeituras, que tem o objetivo de harmonizar as árvores com as redes de distribuição de energia, fornecendo treinamento de pessoal nesta atividade. Há cinco anos, a Cemig aplica técnicas especiais de poda para manter a saúde das árvores e evitar queda de galhos.
CEMIG
www.cemig.com
Tel.: 0800 310 196
O Globo, 06/09/2004, p. 6 (Razão Social)
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.