Radar Rio
03 de Fev de 2012
Participação popular pode forçar governo a avançar na Rio+20
A participação das organizações sociais e seu envolvimento na realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, é fundamental para forçar os governos brasileiro e de outros países a avançar. A opinião é do coordenador de Processos Internacionais do Vitae Civilis, Aron Belinky, e da representante do Instituto Socioambiental Adriana Ramos.
Durante encontro promovido pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas, em São Paulo, Belinky disse que a conferência programada para junho no Rio pode apontar para avanços se aprovar a criação do Conselho de Desenvolvimento Sustentável da ONU e a Organização Mundial do Meio Ambiente, instituições fundamentais para fazer avançar o combate às mudanças climáticas e estabelecer novos modelos de produção e consumo.
Belinky, que acompanha a negociação do "rascunho zero", documento que vai pautar a reunião no Rio, entre países-membros e a ONU, diz que o texto que está colocado é genérico e possibilita avanços.
"Temos de ter governança sobre os mercados. É preciso estabelecer alianças progressistas. É possível caminhar para convergências para que a economia sirva à sociedade e não a sociedade à economia", afirma o representante do Vitae Civilis.
Belinky ressalta ainda que existem outros pontos importantes, sugeridos por comissão criada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que podem ser abordados durante a conferência no Rio. Entre eles, o representante do Vitae Civilis cita a criação de metas para o desenvolvimento sustentável, mecanismos de controle de capitais, ferramentas para medir as externalidades e um piso de proteção sócio ambiental global.
Adriana, do Instituto Socioambiental, diz que a política ambiental brasileira vem apresentando forte retrocesso. Ela considera importante que a reunião do Rio ganhe muita visibilidade e permita à população fazer conexões e perceber como os temas que serão tratados podem mexer com sua vida. "Mas é preciso ficar atento para impedir que o governo use a conferência para vender o que não faz."
DiárioNet
02 de fevereiro de 2012 - 08h57
Fonte: Terra.com.br
Radar Rio, 03/02/2012
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