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Parques ecológicos são estudados na cidade

Cruzeiro do Sul - http://www.cruzeirodosul.inf.br/
21 de Fev de 2015

Diversas pesquisas relacionadas à fauna e flora nos parques ecológicos municipais vêm sendo realizadas pela Prefeitura de Sorocaba em parceria com instituições de ensino da cidade. Uma delas, dirigida por Fernando Monteiro Costa no Parque Municipal Bráulio Guedes, no Jardim Bandeirantes, constatou que animais domésticos podem atuar como predadores das espécies silvestres do local, tendo um papel direto na extinção desses animais.

Com área de 93.760 metros quadrados (m²), o parque consiste em um fragmento em meio urbano onde a vegetação predominante é de mata atlântica. No parque foram registradas 10 espécies de mamíferos terrestres na área, entre eles: tatu galinha, mão pelada (mais conhecido como guaxinim), gambá, esquilo, preá, ratão do banhado, ouriço e lebre, além de cães e gatos.

Entre os diversos estudos realizados nos parques sorocabanos há o inventário da fauna e flora; o funcionamento dos ecossistemas; ecologia da comunidade de pequenos mamíferos e avifauna em fragmentos florestais. Todas essas pesquisas científicas são resultados de parcerias da Secretaria de Meio Ambiente (Sema) com instituições como a Universidade Paulista (Unip), Universidade de Sorocaba (Uniso), Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) e o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de São Paulo.
Dentre as parcerias firmadas, cinco estudos envolvem o Parque Natural Municipal Corredores da Biodiversidade e já foram finalizados. Um deles é feito por Roberto Tiocci Júnior, que estudou a mastofauna, ou seja, os mamíferos da área, constatando a existência de 12 espécies distribuídas em cinco ordens e sete famílias, totalizando 51 indivíduos registrados. A espécie de mamífero não-voador mais abundante na área pesquisada foi Akodon sp, os ratos. Das espécies de mamíferos voadores, o morcego foi a mais registrada pelo trabalho.

Peixes, aves e anfíbios

O trabalho desenvolvido por Ariane Almeida Vaz, estudou oito espécies de peixes do rio Sorocaba e seus afluentes. Neste caso, as espécies encontradas em maior volume foram: Astyanax altiparanae (lambari) e Phalloceros reisi, conhecida como barrigudinho. Já entre as aves foram identificadas 96 espécies, sendo que 16,7% das famílias identificadas pertencem a Tyrannidae, popularmente conhecido como bem-te-vi.

"Este estudo permitiu conhecer melhor a comunidade de aves do parque, que se mostra pobre em quantidade de espécies, mostrando, assim, o quanto a interação avifauna/vegetação é importante", explica o diretor de Educação Ambiental da Sema, Welber Senteio Smith.
Cleiton Ferreira da Silva, da Unip, comandou os estudos sobre a diversidade de anfíbios anuros - as rãs, sapos e pererecas - que habitam os cinco parques ecológicos de Sorocaba.

Restauração ecológica

Com bolsa da Uniso, o trabalho de Luiz Racca Neto foi sobre a Restauração Florestal do Parque Natural Corredores da Biodiversidade. Neste caso, o objetivo foi o de avaliar e monitorar a fase pós-implantação da restauração florestal naquela área. Já as engenheiras ambientais Jenifer Zava e Thais Peron, também da Uniso, desenvolveram uma pesquisa que teve como foco a avaliação de um plano de restauração ecológica, utilizando técnica alométrica de crescimento em diferentes espécies em um plantio adensado no município de Sorocaba.

A restauração está sendo feita em cinco áreas, sendo que três delas foram escolhidas para o estudo, mas não foram reveladas. Os resultados parciais indicaram na área um a menor taxa de mortalidade (0,33%) e maior riqueza de espécies (16,67). Já na área dois foi constatada menor riqueza de espécies (12,67%) e a taxa de mortalidade média é de um indivíduo por parcela. A área três apresentou maior taxa de mortalidade (1,33) e riqueza de espécies média de 15,67.

O trabalho de Gisele Pires Pelizari, da Unip, foi voltado ao estudo da decomposição de folhas arbóreas em um riacho tropical de uma unidade de Conservação Ambiental. Neste caso, o objetivo foi acompanhar o processo de decomposição das espécies nativas e exóticas. Foram colocados 48 pacotes de folhas no riacho que foram retirados em dias escalonados variando de dois até 60 dias. com isso a pesquisadora pode avaliar o material vegetal remanescente.

Orientador dos pesquisadores, Welber Senteio Smith, destaca que esses projetos tanto subsidiam ações educativas desenvolvidas pela Secretaria de Meio Ambiente, como servem para o desenvolvimento de ações efetivas nos parques. "São estudos importantes que ajudam na identificação da fauna e flora dos nossos parques, no conhecimento dos ecossistemas, contribuem para melhor condução e manejo", afirma.

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