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Parque zoobotânico do Pará comemora reprodução de aves em 2015

Portal Amazônia - http://portalamazonia.com
13 de Jul de 2015

Somente neste ano, o Mangal das Garças contabiliza o nascimento de dois animais do pavãozinho-do-Pará

Há dez anos, o Parque Zoobotânico Mangal das Garças trabalha na reprodução de animais e é referência em espécies como o Guará e o Pavãozinho-do-Pará. Somente em 2015, o parque contabiliza o nascimento de dois animais do pavãozinho-do-Pará, totalizando cinco desde 2013, quando o parque iniciou o trabalho.

O Guará (Endocimus Ruber) se destaca pelo vermelho da plumagem, atribuído à alimentação rica em carotenóides. O animal vive em média 25 anos e pode ser encontrado em regiões litorâneas, mangues e lagoas. A veterinária, Stefânia Miranda, explica que o período de reprodução da ave inicia na fase do estio, época do ano em que as chuvas ficam mais escasssas. "É quando eles encontram maior quantidade de materiais para fazer seus ninhos. A partir daí o Mangal reproduz uma média de 20 aves por ano. Nós somos o primeiro criadouro a reproduzir o Guará sob os cuidados humanos", explica.

De acordo com a veterinária, o guará é uma ave cuja ocorrência é cada vez menor em várias regiões do Brasil, o que coloca a espécie na lista das ameaçadas de extinção. "Ele vem desaparecendo de algumas regiões do Brasil. Em algumas delas, como o Rio de Janeiro, já não é mais possível vê-los mais. Em São Paulo só há duas populações pequenas, e nos estados de Santa Catarina e Paraná, há uma para cada estado. Onde ainda existem grupos maiores é no Pará, Maranhão e Amapá. Assim, os zoológicos podem ser uma ferramenta futura de conservação da espécie", ressalta.

Pavaõzinho

Outro filhote nascido no Mangal foi o Pavãozinho-do-Pará (Eurypyga helias). Conhecido também como "pavão-papa-moscas", o animal é encontrado na região amazônica, no norte do Mato Grosso, Goiás e Piauí no Brasil. Fora do país, habitam o México, Argentina e Uruguai.

No parque paraense, a ave vive na Reserva Márcio Ayres, o borboletário do Mangal. "É um animal muito territorialista, com hábitos solitários. Procuramos mantê-los no borboletário porque é trata-se de um bicho que vive em áreas alagadas e lá é o ambiente que mais se adequa ao habitat natural deles. Aqui, eles se alimentam de camarão, ração e larva de besouro", explica Stefânia.

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