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Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque celebra sete anos de criação

ICMBio - www.icmbio.gov.br
Autor: Sandra Tavares
17 de ago de 2009

O Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, no Amapá, completa sete anos no próximo sábado (22), mas as comemorações começaram nesta segunda (17), na cidade de Serra do Navio, e vão se estender até a sexta (21). A programação prevê uma série de atividades, entre elas uma exposição de fotos sobre a expedição de reconhecimento ao Rio Jari, no interior do parque, além de vídeos ambientais do Circuito Tela Verde e do Festival de Imagem-Movimento, além de debates.

As atividades vão acontecer na Escola Estadual Ermelino H. Gusmão, em Serra do Navio. Uma das mostras de vídeos acontecerá na Escola Família Agrícola da Perimetral Norte, município de Pedra Branca do Amapari. O evento é aberto e pretende receber um público diverso que tenha interesse em conhecer mais sobre o parque, bem como de expressar opiniões, reflexões, expectativas e contribuições para a gestão da unidade de conservação.

O Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque é o maior do Brasil, com área aproximada de 3.867.000 hectares - uma das maiores áreas de floresta tropical protegidas do mundo. A unidade preserva ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, que possibilitem a realização de pesquisas científicas, o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico, além da melhoria da qualidade de vida das populações de seu entorno.

Desde 2002, quando o parque foi criado, vários estudos vêm sendo realizados para levantamento de dados que fundamentem o plano de manejo da unidade - documento básico que orienta a gestão e o manejo da área. Atualmente o plano está em sua fase final de elaboração e a previsão é que até o fim de 2009 esteja concluído. A partir daí será possível à chefia começar a desenvolver atividades hoje limitadas, como o turismo ecológico.

ATRAÇÕES - Dentre os atrativos do parque destacam-se, a sua biodiversidade e as paisagens preservadas de Floresta Amazônica. Alguns de seus rios apresentam corredeiras e cachoeiras de beleza ímpar, como o rio Anotaiê, trechos do rio Oiapoque e do rio Jari, onde está a Cachoeira do Desespero, ou Macacoara em língua indígena, que possui um desnível de cerca de 15 metros.

Outro atrativo, presente no nome desta UC, são os afloramentos rochosos com elevação média, podendo chegar a até 650 metros, que compõem três blocos de serras na região: a Serra Lombarda (porção leste da UC), a Serra Uassipein (na porção central) e a Serra Tumucumaque (a oeste, na fronteira entre Brasil, Guiana Francesa e Suriname), acessíveis apenas através de sobrevôos.

O acesso ao parque pode ser feito por duas vias principais, ambas fluviais. A partir da cidade de Serra do Navio, a aproximadamente 200 km da capital do Amapá, Macapá; a 90 km dos limites do parque, subindo o rio Amapari; e ainda pela cidade de Oiapoque, ao norte do estado na fronteira com a Guiana Francesa, distante 550 km de Macapá, de lá subindo por mais 40 km pelo rio Oiapoque.

COMUNIDADES - Apesar de seu interior praticamente desabitado, diferentes comunidades localizam-se na área de entorno do parque, como os assentamentos agrícolas ao longo da rodovia Perimetral-Norte (BR-210) e da região do Lourenço, onde se encontra um garimpo ainda ativo.

Uma outra comunidade inserida na UC junto ao Rio Oiapoque é a Vila Brasil, que mantém estreitas relações sociais e comerciais com a Guiana Francesa. Populações indígenas habitam as terras indígenas adjacentes ou próximas do parque, como as das Terras Indígenas Wajãpi, do Tumucumaque e Paru d'Este, reunindo etnias Wajãpi (também presentes nas terras franco-guianenses junto ao Rio Oiapoque), Apalay, Wayana, Tiriyós e Katxuyana.

Tem-se buscado investir no envolvimento das comunidades de entorno, assim como de outras instituições do poder público e da sociedade civil no compartilhamento da gestão do parque. O meio encontrado para concretizar este envolvimento tem sido o conselho gestor, instância legal da administração das unidades de conservação, existente desde 2005 no parque.

O objetivo, com isso, é aproximar e gerar parcerias com entidades que estão relacionadas com a UC, além de garantir que seus interesses e expectativas sejam equacionados aos objetivos desta área protegida, num processo de amadurecimento para uma gestão participativa.

O nome Tumucumaque parece ser originário das denominações Tumurucurague ou Tumucurague, compreendendo a região das cabeceiras dos rios Branco e Essequibo (Roraima e República da Guyana, respectivamente). O termo acabou sendo adotado para designar a serra do divisor de águas entre as bacias amazônica e atlântico-caribenha, marcando também o limite das terras de domínio espanhol. O deslocamento do nome até a atual região do Tumucumaque, na qual ele apenas aparece a partir do século XIX, esteve associado ao mito do El Dorado, fazendo referência às terras ainda desconhecidas.

Serviço:
Evento: Semana de Aniversário do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, com Exposição de Fotos e Mostras de Vídeos Ambientais
Local: Escola Estadual Ermelino H. Gusmão, em Serra do Navio e Escola Família Agrícola da Perimetral Norte, em Pedra Branca do Amapari
Data: de 17 a 21 de agosto de 2009

Mais informações:
Cassandra Oliveira
Coordenadora de Articulação Institucional e Comunitária
Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio
Fone: (96) 9974-3180
Email: cassandra.oliveira@icmbio.gov.br

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