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25 de Fev de 2004
Jornal Imprensa Livre (Nívia Alencar) O diretor do Parque Estadual da Serra do Mar/Núcleo de São Sebastião, Edson Marques Lobato, afirma que irá apresentar denúncia contra a Transpetro, subsidiária da Petrobras, por crime ambiental, em razão do derrame de petróleo em rio dentro do Parque Estadual, altura do bairro Guaecá. Ontem, por volta das 13h30, Lobato vistoriou a área atingida. Extremamente irritado com o que viu, ele afirma que a situação é desastrosa, tenebrosa em termos de degradação ambiental. A área é de preservação permanente dentro do Parque Estadual, evidencia. Tem muito óleo ao longo do rio, em todas as porções onde a água empoça; o petróleo está impregnado nas pedras, na vegetação de área de preservação permanente; vi anfíbios mortos. Ontem, Lobato disse que seria melhor chover para que o óleo descesse mais rápido porque não é possível retirar o petróleo na área mais alta, em razão da falta de acesso. Ele supõe que, chovendo, o óleo não atingirá a praia do Guaecá porque a Transpetro mantém estrutura muito boa de contenção na parte baixa do curso dágua. Na quarta-feira, dia 18, a Cetesb classificou a praia do Guaecá imprópria por conta de óleo na areia. O resíduo foi retirado e, ontem, a praia já era considerada própria.
Lobato afirma que é impossível prever quando o trecho do Parque Estadual ficará limpo. A chuva será bem-vinda para acelerar o processo. Também critica a Transpetro por causa de matériais encontrados na área, como sacos de ráfia, cabos de aço, madeira e material plástico, resultantes de manutenção de oleoduto. Este aspecto também já foi motivo de crítica do diretor de Meio Am-biente da Prefeitura de São Sebastião, Nivaldo Simões, que considera o derrame de petróleo de alta gravidade.
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