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Parlametares acham que índio são incitados

A Folha-Boa Vista-RR
31 de Jul de 2001

Deputados estaduais não acreditam que este seja o posicionamento dos indígenas. Acham que "entidades estranhas" estão interferindo no relacionamento entre índios e não-índios. Falam da necessidade do Exército cumprir a função constitucional de defender as fronteiras e a soberania nacional. "Acredito que na maioria das vezes os índios são porta-vozes de alguns setores da igreja e da Funai. O Governo Federal deve adotar medidas contra estes setores que incitam os índios ao levante contra não-índios e agora contra o próprio governo. Não podemos expor a soberania nacional por capricho dos países ricos, que agem através de setores que influenciam nas decisões dos nossos índios", declarou o deputado Mecias de Jesus (PSL). O parlamentar entende como presunçoso o posicionamento dos indígenas em querer responsabilizar os ministros da Defesa e da Justiça por conflitos na região. "Para mim, isto é parte da estratégia de criar obstáculos para uma nação que até agora vive isenta de lutas internas e não tem separações étnicas. É preciso manter a construção do quartel, porque atende aos anseios da sociedade brasileira e é uma forma de resguardar a soberania nacional", argumentou. O deputado Jalser Renier (PFL) centraliza suas declarações no dever constitucional do Exército em proteger as fronteiras e defender a soberania nacional. "O que o Exército está fazendo é somente cumprir seu papel constitucional. Atacar o governo ou prever conflito com não-índios, para mim, não são de exclusiva iniciativa dos índios e têm objetivo de conturbar o convívio pacato no Estado de Roraima". Ao lamentar a insinuação quanto à possibilidade de conflito entre índios e militares, o deputado suspeita de uma orquestração que culmine com um desfecho desagradável. "Na verdade, entendo esta situação como um episódio ridículo, divergente do pensamento da maioria dos nossos índios". Jalser Renier acredita que alguns setores estão levando os índios a adotarem esta atitude. Acha que a ameaça de levante ou confronto contra quem quer que seja faz parte de uma estratégia para criar um contraste com a realidade, sem resultado benéfico. "O Exército cumpre seu dever de guardar e proteger nossas fronteiras".

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