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17 de Set de 2013
Os pequenos municípios de Manacapuru e Carauari, no Amazonas, estão sendo favorecidos com o trabalho de extração do açaí feito por 4 mil pessoas de 50 comunidades em parceria com uma multinacional do ramo de bebidas que lança nesta terça-feira no Brasil um suco como resultado desse trabalho.
Desde o início do projeto, no final de 2010, essas comunidades tiveram um aumento de renda contabilizado entre 30% e 50% com a implantação do projeto Coletivo Floresta, que ofereceu treinamento e assistência técnica nas cidades, mas sem perder o controle dos líderes comunitários que possuem o conhecimento regional para a realização do trabalho.
"A gente extrai da floresta, mas sem explorá-la, e essa parceria vai melhorar o nosso trabalho na comunidade, pois teremos mais condições de crescer com o nosso trabalho", disse o extrator de açaí de Carauari, Sebastião do Amaral.
A extração precisa ser rápida: os moradores das comunidades escolhem um dia, andam cerca de três horas floresta a dentro em busca de árvores que estejam cheias da planta, em seguida, sobem e retiram a fruta para armazenarem longe do calor com o prazo máximo de 24 horas para distruição, pois, passado este tempo, o açaí perde os nutrientes.
Depois, o que foi extraído é repassado para as agroindústrias credenciadas pela Coca-Cola, idealizadora do projeto, e instaladas nos dois municípios, onde um grupo de especialistas auxiliam na assistência técnica e na integração da cadeia de valor do açaí para a venda.
O suco que é resultado dessa parceria une sabores do açaí com banana, tipicamente brasileiros e reconhecidos pelo valor nutricional.
"Fomos até as comunidades, nos reunimos e discutimos juntos o desenvolvimento da nova produção para que pudessemos aliar o conhecimento empírico que só os moradores têm com os nossos conhecimentos e princípios de sustentabilidade", explicou a diretora de negócios sustentáveis da Coca-Cola, Cláudia Lorenzo.
"Boa parte do açaí plantado e consumido não é nativo, diferente do que se encontra na floresta amazônica, fonte de superfrutas", destaca Cláudia.
Segundo a representante da Coca-Cola, a ideia é expandir o número de comunidades no projeto, mas com "cautela", para que se mantenha a permanência nos locais onde já estão presentes.
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