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30 de Mar de 2011
O cheiro de mata a ser desbravada é sentido já da rodoviária. O barulho da água despencando fica perto do ponto de chegada. Mais precisamente a dez minutos de sacolejos na garupa de um mototáxi. É "alugar" um jumento do mundo moderno e escolher qual das oito Unidades de Conservação (UCs) visitar. Pirenópolis (GO) é uma terra de pequenos paraísos.
Dentro de cada um, trilhas e cachoeiras. Então...nada de formalidades. É vestir o shorts e a camiseta, colocar o mochilão nas costas, comprar água de reserva e ter (muita) disposição. Na UC mais próxima, nada menos que sete quedas d´água. As duas primeiras são tímidas. Parece proposital, como que deixando o melhor para o fim. No topo da montanha, depois de cruzar outras quatro, um presente de encher os olhos.
Batizada de Bonsucesso, a cachoeira tem pra lá de sete metros. E uma água fria de dar dor na espinha. Mas, depois de quase uma hora de subida e equilíbrios em pontes improvisadas, a sensação é das mais prazerosas. Uma espécie de renovação para encarar a sempre desafiadora descida. Lá embaixo, pausa para o almoço. A hora é do típico feijão tropeiro e pequi goianos.
Bateria recarregada, chega o mototáxi. E dá-lhe mais 40 minutos de sacolejo até chegar à UC seguinte. O encontro com a cachoeira Santa Maria é demorado. Depois da estrada de barro e da subida na montanha de onde se vê Pirenópolis pequenininha, ainda se tem 15 minutos de andança num caminho de pedregulhos construído por entre as árvores.
O percurso é feito ao som da água caindo distante. Não raro, pássaros te dão boas-vindas. De repente, uma curva à direita e ela se apresenta. Majestosa. É protegida por um paredão intimidador típico de cerrado. Mas tem na base um tom de areia de claridade que mais lembra praia. De tão bela, já serviu até de cenário para global novela das seis. Ao ponto de ser apelidada de Cachoeira da Sandy.
No meio do lago verde formado por ela, uma rocha te convida a sentar, observar em volta, se desligar da turbulência do dia-a-dia e se sentir parte daquilo tudo. Outro banho revigorante. Ao lado, crianças traquinando. À beira da água, um casal namora. Ao longe, poucos observam.
Dali à Cachoeira do Lázaro, precisa-se de outra dose de esforço físico. A trilha é mais distante e os pernilongos não perdoam. Por isso, não abra mão de repelentes. Nem de comprar algo para comer nos abrigos montados pelo caminho. Na volta, já à noitinha, eles estarão fechados. E você, claro, estará exausto e faminto.
As cachoeiras da Usina e Meia Lua são boas surpresas de outras Unidades de Conservação. Ficam pertinho da sede do município. Fechando a lista de visitações, tem-se as cachoeiras de Nossa Senhora do Rosário, do Abade, das Araras e dos Dragões. Um cansaço recompensado.
SAIBA MAIS
Para quem vai a Brasília ou Goiânia, a ida a Pirenópolis é quase que obrigatória.
Todas as UCs da cidade ficam em propriedades privadas. Como o turismo é a principal atividade econômica do município, os donos cobram entrada. A cachoeira mais barata sai por R$ 10. A mais cara, por R$ 20. As visitas acontecem sempre das 7 às 17 horas.
Por dia, você conhece bem duas UCs. Nelas, gasta cerca de R$ 150 entre transporte, entradas e alimentação.
A viagem para Pirenópolis, saindo de Brasília (DF), a ida custa R$ 22 pela empresa Goianésia. A volta sai por R$ 21 pela empresa Santo Antônio.
Se você for passar mais de um dia na cidade, há hotéis e pousadas para todos os gostos e bolsos. Desde diárias de R$ 50 a R$ 25. Mas, certamente, o teu mototaxista vai te indicar alguma que faça o preço camarada de R$ 20.
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