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Paraíba do Sul ganha programa de despoluição do BNDES

O Globo, Rio, p. 21
08 de jul de 2004

Paraíba do Sul ganha programa de despoluição do BNDES

Tulio Brandão

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou ontem a criação do Programa para Despoluição da Bacia Hidrográfica do Paraíba do Sul (Prodespar). O objetivo é financiar projetos de implantação da rede de esgoto sanitário e de sistemas de tratamento em municípios, de tratamento de resíduos industriais, de fiscalização, de controle de erosão e de educação ambiental. O projeto foi levado adiante após a publicação, no GLOBO, da série de reportagens "Morte anunciada" , sobre a degradação do rio que abastece 80% da Região Metropolitana do Rio.
O programa oferece condições muito favoráveis de empréstimo. Serão financiados até 90% dos investimentos das prefeituras, de empresas privadas de setores produtivos e companhias públicas e privadas de saneamento. Municípios com até 50 mil habitantes poderão ter 100% de financiamento. O chefe do departamento de meio ambiente do BNDES, Eduardo Bandeira de Mello, disse que o Prodespar oferece condições muito superiores à linha normal de crédito para saneamento do banco:
- O BNDES criou o programa a partir da necessidade da bacia. Aumentamos de 80% para 90% o limite de crédito. Alguns poderão ter 100%. A carência é de 36 meses, contra no máximo 24 meses numa condição normal. O prazo total de pagamento sobe de oito para 12 anos. E os juros diminuem de 3,5% para 2%.
O Comitê para a Integração da Bacia Hidrográfica do Paraíba do Sul (Ceivap) comemorou a notícia. A presidente da entidade e prefeito de Resende, Eduardo Meohas, disse que o programa é o primeiro passo para a recuperação do Paraíba do Sul.
- Seriam necessários US$ 3 bilhões para recuperar o rio. Com a cobrança de água e a parca ajuda da união e dos estados, não conseguiremos nunca. O BNDES pode ser determinante. Vamos propor a criação de um consórcio entre municípios do Vale do Paraíba para facilitar o financiamento.

O Globo, 08/07/2004, Rio, p. 21

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