Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
10 de Fev de 2005
Um dos grandes males que se abatem sobre os povos subdesenvolvidos é a desinformação. Isso não é novidade, e a coluna só toca no assunto para lembrar que todos os amazônidas devemos dar mais atenção aos negócios referentes ao aproveitamento e produção da madeira. Levantamentos realizados por empresas confiáveis indicam que o mercado mundial de produtos florestais fatura 132 bilhões de dólares ao ano, e tudo indica que continuará a crescer muito nos próximos anos.
A Amazônia pode participar desse fabuloso mercado tanto explorando suas florestas, quanto replantando áreas desflorestadas, e que hoje já não se prestam para a pecuária, e não são aconselháveis à utilização com o plantio de grãos. No caso da exploração racional da floresta existente, é inegável que a região já dispõe de informações suficientes para identificar áreas com densidade de madeira de alto valor comercial, podendo ser retirada da floresta sem grande impacto ambiental.
Quanto ao plantio de espécies de regionais com mercado externo garantido em áreas desflorestadas, estudos realizados por renomados centros de pesquisas, no Brasil e no exterior, demonstram que o desenvolvimento das árvores na faixa equatorial é muito maior que o verificado noutras regiões do Planeta. Temos imensas áreas, aqui mesmo em Roraima, que poderiam perfeitamente ser reflorestadas com mogno, maçaranduba, itaúba e tantas outras espécies de valor comercial, com pouco dinheiro e retorno do investimento garantido.
Sem dúvida, o caminho da exploração madeireira é uma avenida aberta ao desenvolvimento regional. Pena que tudo na Amazônia dependa do governo federal, que se arvora de tutor do destino dos mais de 30 milhões de pessoas que vivem na região. E, lamentavelmente, nunca estivemos tão órfãos de lideranças políticas regionais, capazes de fazer valer o mandato que recebem como representantes da vontade local, frente aos vendilhões de Brasília, que usam a Amazônia como isca para beneficiar as regiões mais desenvolvidas ou politicamente mais fortes do país.
BANZEIRO
Vem banzeiro por aí. Representantes de mais de 70 nações indígenas e delegados dos 34 países membros da OEA estão debatendo, na sede da OEA, em Washington, o projeto de Declaração Americana dos Direitos Indígenas. Os debates estão sendo transmitidos, ao vivo, por webcast, através da página da OEA na Internet (www.oea.org). A transmissão é realizada com a opção de interpretação em português. O encontro começou na segunda feira, 7 de fevereiro, e termina na próxima sexta-feira, 11 de fevereiro. A demarcação Raposa/Serra do Sol vai ter espaço garantido na agenda do encontro
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