Amazônia.org.br - www.amazonia.org.br
10 de Mai de 2010
Grupos separatistas do Pará pretendem reduzir a extensão do Estado a menos de 20% do seu atual tamanho. O território paraense pode ser subdivido em dois novos Estados: Tapajós, no oeste, e Carajás, no sudeste do Pará. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
Congressistas com bases eleitorais em Santarém (PA) e Marabá (PA) tentam aprovar, ainda neste ano, os projetos de plebiscitos sobre a divisão do Estado. A Câmara dos Deputados estabeleceu regime de urgência, em abril, para a análise das duas propostas, que podem ser votadas a qualquer momento. Os projetos já passaram pelo Senado. A pressa é motivada pelas eleições deste ano.
Em Santarém, cidade a cerca de 1.431 km de Belém (PA), que hoje é centro do movimento pró-Tapajós, emissoras de rádio anunciam "a hora de Tapajós", apesar de essa ser a mesma do resto do Pará. A Prefeitura de Rurópolis (PA) já está preparando uma placa de boas vindas ao Estado, ainda inexistente.
A campanha é bancada pela Associação Comercial do Oeste do Pará e pelas prefeituras e câmaras dos municípios da região, que pagam material impresso e viagens de lobby a Brasília. O líder do movimento a favor da criação de Tapajós é o professor de literatura Edivaldo Bernardo, da Universidade Federal do Pará (UFPA).
O prefeito de Pau D'Arco (PA), Luciano Guedes (PDT), é pecuarista e líder separatista. Ele defende que Carajás cresceu muito e precisa se organizar politicamente. O tamanho do Pará, segundo ele, torna o Estado inadministrável. Em Marabá, os vereadores já decoraram o Legislativo municipal com uma bandeira de Carajás.
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.