O Globo, Economia, p. 25
07 de Ago de 2013
Para ONS, desligamento de usinas térmicas pode não ser adequado agora
Comitê de Monitoramento decide hoje pelo uso de fornecimento alternativo, iniciado no ano passado
Um dia antes da reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), com representantes do governo e agentes do setor, o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, disse que o desligamento de mais termelétricas do sistema elétrico pode não ser adequado neste momento. O encontro da CMSE acontece hoje e toma a decisão sobre as termelétricas.
- Possível (desligar) sempre é, o que eu digo é que talvez não seja o momento mais adequado - disse Chipp, após participação em evento de energia.
O nível dos reservatórios das hidrelétricas é essencial para decidir sobre o desligamento de térmicas, que dão segurança ao abastecimento de energia do país quando as represas estão baixas. Em 2012, a queda nos níveis bateu recorde e foi necessário acionar todas as termelétricas do sistema. Em julho, todas as térmicas a óleo combustível e a diesel, as mais caras, foram desligadas, por decisão do CMSE. Hoje, cerca de 12 mil megawatts (MW) de térmicas estão acionadas, incluindo as nucleares, de acordo com Hermes Chipp.
O nível dos reservatórios está em 60,15% na região Sudeste/Centro-Oeste, em 89,95% no Sul, em 40,76% no Nordeste e em 82,76% no Norte, segundo dados atualizados no site do ONS.
Sem acordo sobre usina no RS
A termelétrica Uruguaiana (640 MW), no Rio Grande do Sul, do Grupo AES, continua sem operar, já que não há acordo com a Argentina sobre o fornecimento de gás natural para a usina. Os ministérios de Energia do Brasil e do país vizinho discutem um acordo para que a térmica volte a operar, mas ainda não há previsão firme, segundo Chipp.
O Globo, 07/08/2013, Economia, p. 25
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