OESP, Política, p. A6
11 de Nov de 2014
Para ministro, Dilma deixou a desejar no diálogo
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou em entrevista divulgada ontem pela BBC Brasil que o governo da presidente Dilma Rousseff "deixou de fazer da maneira tão intensa, como era feito no tempo do Lula", o diálogo com os principais atores nas áreas da política e da economia.
O ministro, que deve deixar o cargo no segundo mandato de Dilma, também disse que a atual gestão petista "avançou pouco" em demandas sociais, como a reforma agrária, e teve pouca "competência e clareza" para avançar na questão indígena. "(Faltou) sobre tudo diálogo com os principais atores na economia e na política. O governo da presidenta Dilma deixou de fazer da maneira tão intensa, como era feito no tempo do Lula, esse diálogo de chamar os atores antes de tomar decisão - de ouvir com cuidado, e ouvir muitos diferentes, para produzir sínteses que contemplassem os interesses diversos. Há uma disposição explícita da presidenta em alterar essa prática."
Carvalho afirmou ainda que uma parte da tarefa de fazer avançar as demandas sociais é da presidente e outra está no fortalecimento de alguns órgãos do governo federal, como o Incra, na questão agrária, e a Funai, na questão indígena. "É ela (Dilma) que deve receber no gabinete as forças dos diversos setores da sociedade. Se o presidente pratica mais diálogo, induz o conjunto do governo a praticar", disse o ministro, que tentou minimizar os escândalos de corrupção ligados à Petrobrás, maior estatal do País.
Para ele, o governo está acostumado a lidar com o clima de denúncias. "Quem já conviveu nesses últimos nove anos com esse clima não tem o que temer. Teria que temer se tivesse algum envolvimento da Dilma ou do Lula na história. Como não tem, vamos administrar isso como fizemos outras vezes."
OESP, 11/11/2014, Política, p. A6
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