OESP, Economia, p. B3
04 de Set de 2014
Para ministério, há segurança na oferta de energia
Comitê de Monitoramento do setor, porém, elevou o risco de déficit de energia no Sudeste e no Centro-Oeste em 2015
BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
Apesar do desrespeito generalizado aos prazos estipulados nos contratos de concessão, o governo garante que a situação das obras das usinas hidrelétricas não terá reflexo sobre a demanda de energia do País.
"Lamentavelmente, temos atrasos, pelos motivos mais diversos possíveis, como licenciamento ambiental, questões fundiárias e sociais. Mas temos segurança no provimento energético", diz Ildo Grüdtner, secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia.
Perguntado sobre o descolamento dos prazos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Operador Nacional do Sistema Elétrico, Grüdtner disse que "cabe ao ONS trabalhar com as datas mais realistas possíveis de operação das usinas", para evitar problemas.
Apesar da garantia dada pelo ministério, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) elevou ontem o risco de déficit de energia na Região Sudeste/Centro-Oeste para 2015: o número passou de 4% em agosto para 4,8% em setembro, chegando próximo do limite de tolerância de 5% estipulado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Para a Região Nordeste, o risco de déficit de eletricidade para o próximo ano aumentou de 0,4% para 0,5%.
Apesar das chuvas abaixo do normal em praticamente todas as bacias hidrográficas em agosto, o CMSE manteve em zero o risco de qualquer déficit de energia no País este ano. Em nota, o comitê informou que, no mês passado, as afluências nas Regiões Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste, Sul, Norte ficaram em 88%, 55%, 73% e 78%, respectivamente, com relação à média histórica das regiões.
O documento ressalta que o fenômeno El Niño continuará se desenvolvendo nos próximos meses, o que deve elevar as precipitações na Região Sul. "Com base nas análises efetuadas, observa-se que as condições de suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional mantiveram-se estáveis, conforme previsto, em relação ao mês anterior", diz a nota.
Segundo o CMSE, há uma sobra estrutural de cerca de 6,6 mil MW médios para atender à carga prevista para este ano, de 65,8 mil MW médios. Em 2014, já entraram em operação 4.657 MW, equivalentes a 77,6% do total de 6 mil MW de novos empreendimentos previstos para este ano. / ANDRÉ BORGES e E.R.
OESP, 04/09/2014, Economia, p. B3
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