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Para Funai, prisão de indígena ocorreu de forma ilegal

Campo Grande News-Campo Grande-MS
03 de Abr de 2006

A Funai (Fundação Nacional do Índio) quer conhecer o teor das declarações dos quatro indígenas que foram presos ontem em ação policial em Dourados, no Sul do Estado. Eles são acusados de terem assassinado policiais civis Rodrigo Pereira Lorenzatto e Ronilson Bartie e ferido Emerson Gadani a tiros, facadas e pauladas no sábado passado. Em entrevista ao Bom Dia MS, da TV Morena, o administrador regional da Funai, Elieser Cardoso, afirmou que existe um acordo no qual qualquer ação em áreas indígenas deve ser comunicada previamente à Funai, o que não ocorreu. A intenção é que a Funai acompanhe e evite confrontos como o ocorrido desta vez no acampamento às margens da MS-156, na região do Porto Cambira.
Para o administrador, a prisão dos índios ocorreu de forma ilegal. Ele disse que os índios prestaram depoimentos sem o acompanhamento da Funai e a entidade não teve acesso às declarações. As famílias estão na área por decisão do Tribunal Regional Federal de São Paulo.
Os três policiais foram ao acampamento indígena à procura de Wilson Rodrigues da Silva, apontado como suspeito do assassinato do pastor evangélico Sinforiano Ramires, ocorrido na noite de sexta-feira na Vila Erondina, zona sul de Dourados. A equipe estava de plantão no 1o Distrito Policial quando recebeu a informação de que o autor do crime estaria escondido entre os índios. A versão da polícia é que os agentes foram recebidos com violência, já os índios dizem que os policiais chegaram atirando.

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