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23 de Nov de 2011
No último dia de atividades do I Fórum Regional: Recursos Humanos de Saúde para os Povos Indígenas, que é realizado no Panamá, os participantes do evento se reuniram em grupos de 15 pessoas para discutir questões centrais do encontro.
Com a moderação de facilitadores da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), os representantes de 15 países americanos abordaram temas como os desafios mais urgentes para o desenvolvimento de recursos humanos na saúde indígena, além da visão necessária para dar prosseguimento às ações e quais devem ser os encaminhamentos do Fórum.
Para o secretário Especial de Saúde Indígena (SESAI), Antônio Alves de Souz,a é preciso pensar nas questões de saúde indígena com soluções para curto, médio e longo prazo. Ele definiu três princípios para o enfrentamento das questões de saúde indígena, primeiro: os serviços de saúde sejam considerados um direito humano, e não um assistencialismo por parte do Estado para aquietar as populações indígenas; segundo: é necessário integrar a questão da interculturalidade com as políticas de Estado; e por último, o desenvolvimento de recursos humanos deve contar com a participação dos indígenas. "Nós estamos aqui discutindo, mas eu preciso saber dos indígenas o que eles querem, qual a opinião deles", destacou o secretário.
A ideia de incluir os indígenas nas discussões do encontro foi bem aceita pelos participantes, e um dos encaminhamentos para a realização do segundo Fórum, foi a participação efetiva de lideranças indígenas nas discussões.
Na questão da interculturalidade, o consenso do grupo foi para que os países encontrem formas de capacitar os recursos humanos da saúde indígena para que eles entendam a interculturalidade existente ao trabalhar com os povos indígenas.
Compilação
A delegação canadense sugeriu a OPAS a compilação de todas as apresentações do evento, incluíndo uma aníalise crítica para que cada país possa extrair ensinamentos das apresentações para a aplicação no dia a dia.
Políticas Públicas
Outro ponto central foi o entendimento que os governos possam compreender as especificidades da saúde indígena e devem dar o suporte financeiro necessário para a execução das políticas públicas.
Antônio Alves destacou que além disso, é preciso trabalhar no conceito de sistemas universais de saúde para os países que ainda não possuem. O gestor citou exemplos brasileiros de cotas nas universidades para indígenas e a importância da formação de indígenas para trabalhar no Subsistema de Atenção à Saúde Indígena.
A delegação brasileira sugeriu também que a saúde indígena fosse levada pelos chefes de estado à Organização Mundial de Saúde (OMS), para que a mesma publique uma resolução que defina metas e dê respaldo ao trabalho feito.
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