Brasil Norte-Boa Vista-RR
12 de Abr de 2004
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, defende a homologação em área contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol.
É a tall coisa, nunca visitou a região, não entende de absolutamente nada da cultura local, e ainda se acha no direito de opinar.
E pior está apresentando uma proposta intermediária como forma de compensar o Estado por evetuais perdas.
Tão bonzinho
Rosseto se compromete ainda a regularizar um milhão de hectares, que vai resultar na formação de 10 mil novas propriedades de 100 hectares cada terreno. Essas áreas seriam destinadas também aos arrozeiros que estão dentro da reserva e que seriam transferidos, além de outros produtores.
O Incra faria um protocolo com a Funai para avaliar as benfeitorias (construções) feitas dentro da reserva.
Alguém acredita em tal coisa?
Dado interessante
A União dispõe de 5,2 milhões de hectares em Roraima.
O município de Uiramutã, que fica dentro da reserva, seria criado em outra área do estado, próximo a uma rodovia federal.
Essa é a fábula proposta pelo Cimi, o braço ideológico da Igreja Católica na questão indígena.
Divergências
Há divergências dentro do governo sobre a demarcação.
Os militares defendem a homologação em ilhas, excluindo o município de Uiramutã, as áreas de plantação de arroz e ainda a criação de uma extensa faixa na fronteira com 15 quilômetros de largura.
O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, quer a homologação tal como a terra foi demarcada.
Bate-rebate
Não passaram em branco as declarações do presidente da Funai, Mércio Gomes, a respeito dos trabalhos de uma comissão externa da Câmara dos Deputados criada para discutir a demarcação da terra indígena Raposa/Serra do Sol, em Roraima. O dirigente do órgão indigenista classificou o relatório como ''um ET'' e afirmou que o presidente Lula não acataria a nenhuma das sugestões contidas no documento.
Embora nenhum deputado de Roraima faça parte da comissão criticada pelo presidente da Funai, vários deles fizeram ontem pronunciamentos no plenário da Câmara defendendo os trabalhos desenvolvidos pelo relator Lindberg Farias.
O relatório, ainda não votado pela comissão, sugere mudanças nos limites da terra indígena, excluindo a sede do município de Uiramutã, 12 mil hectares para a produção de arroz e uma calha de 15 quilômetros de largura em toda a extensão em que a Raposa/Serra do Sol faz fronteira com a República da Guiana e com a Venezuela.
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.