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Osasco terá nova usina de reciclagem

OESP, Construção, Cc11
15 de mai de 2009

Osasco terá nova usina de reciclagem
Empreendimento é resultado de parceria entre prefeitura, governo federal, iniciativa privada e a ONG Inac

Foi inaugurada nesta semana, em Osasco, uma usina de reciclagem de entulho da construção, a Ureosasco. O projeto teve financiamento da Fundação Banco do Brasil e é resultado de uma parceria entre a Fundação, a Prefeitura, o Instituto Nova Agora de Cidadania (Inac), o governo federal e a Companhia de Seguros Aliança Brasil (BB Seguros) para regular a coleta e a disposição de entulho naquele município -
Atualmente, o entulho é depositado nas ruas pela população e recolhido parcialmente pela prefeitura. "Não existe legislação que obrigue à contratação de caçambas. Temos um grupo de trabalho estudando um modelo e a legislação necessária", explica o secretário de Obras e Transporte de Osasco, Waldyr Ribeiro Filho. Ele espera instalar o modelo em seis meses.
Até lá, a Ureosasco irá receber o entulho recolhido pela prefeitura - uma média de 1.1.00 caminhões por mês, com 5 toneladas cada um. A capacidade inicial da usina é de 25 toneladas/hora. A Fundação Banco do Brasil realizou investimentos sociais de R$ 582 mil na obra, utilizados na construção, criação da infraestrutura (portaria, sala de administração com computadores e impressora, cozinha, vestiário, banheiros, veículos, cercamento da área e sistemas de iluminação e irrigação) e na aquisição dos equipamentos da unidade. A Prefeitura cedeu o terreno e parte da infraestrutura e a BBSeguros vai financiar a operação nos primeiros meses.
Contrapartida
A Ureosasco tem por finalidade transformar em produtos reciclados (Veja ao lado), de bom valor comercial, os restos de argamas-. sa, tijolos, telhas, materiais cerâmicos, concreto ou terra provenientes de escavações. "Hoje, o preço desses reciclados oscila entre R$ 17 e R$ 25 a tonelada", afirma o auditor ambiental Carlos Roberto Matos Leal, presidente do Inac.
Segundo Leal, metade da capacidade de captação e reciclagem de entulho da usina vai atender exclusivamente à prefeitura. O restante será recebido, reciclado e comercializado, no mercado. A receita da venda para terceiros financiará a operação da usina. A Ureosasco criou 12 empregos diretos. Cada trabalhador terá direito a vale-transporte, cesta básica e um salário médio de R$ 563. L.P.

Indefinição persiste na capital

A Grande São Paulo tem apenas mais uma usina de reciclagem de entulho, além da inaugurada em Osasco. A Urbem Tecnologia Ambiental trabalha desde 2004 em S. Bernardo do Campo, transformando 400 toneladas/dia de entulho em areia, brita, rachão e bica corrida. Apesar de a cidade de São Paulo ser pioneira na adoção de um plano de manejo de resíduos, enfrenta problemas com recolhimento e disposição ilegais. Há cinco Áreas de Transbordo e Triagem (ATT) funcionando na cidade, que cobram da população R$ 90, em média, por caçamba recebida. Nenhuma recicla entulho.
Apenas uma delas, a ATT Morelix, na Zona Sul, faz triagem, separando areia e pedra, vendidas para composição de elementos não estruturais.
Além disso, a prefeitura contrata quatro aterros de entulho, que tem duas funções: receber o material de 36 Ecopontos - que recebem até 1 metro cúbico por pessoa, sem custo nenhum - e das empresas cadastradas na Limpurb. Das empresas, a prefeitura cobra uma taxa de R$ 5,91/tonelada.
A Prefeitura tenta, há três anos, contratar outros cinco aterros, que teriam máquinas de reciclagem, em licitações que até agora não deram resultado. Na primeira, não houve interessado. "Não dará lucro", diz o engenheiro responsável pela Morelix, Antonio Moreira. Foi aberta nova licitação, excluindo a reciclagem e com apenas três aterros, que substituirão os quatro em operação, que trabalham com contratos de emergência. Ela, porém, está suspensa pelo Tribunal de Contas do Município.
O pesquisador e professor da Poli/USP, Wanderley John, diz que a intervenção da Prefeitura afasta grandes investidores. L.P.

OESP, 15/05/2009, Construção, Cc11

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