A Crítica-Manaus-AM
23 de Dez de 2004
A escola Ye'pa, ligada ao Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura Amazônicas, formou ,neste último fim de semana, uma turma de artistas plásticos formada por indígenas desaldeiados. Os trabalhos do grupo - num total de 120 até o momento - irão compor a primeira parte do Museu de Arte Indígena da Amazônia (MAIA), que também é um projeto do instituto e foi lançado sábado, pela presidente da entidade, a médica endocrinologista Aidalina Costa.
A índia tucano Duhigó, 47, sobrevive das faxinas que faz em casas de famílias em Manaus, mas se orgulha só de saber que suas telas farão parte do acervo do MAIA. Ela será umas das primeiras índias a ter uma obra em exposição num museu de arte e antes que isso aconteça, ela já comemora. "É isso que quero fazer: pintar e ver meu trabalho ali para todo mundo poder olhar também. Não importa o que eu ganho, quero continuar pintando."
O projeto do MAIA é ousado e visa criar um espaço de quatro ambientes onde entrariam apenas arte indígena ou outras que representam a cultura dos índios da Amazônia.
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