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Os índios exigem ação do governo

DIÁRIO AM
15 de Nov de 2007

Na última terça-feira, o Editorial do DIÁRIO abordou as dificuldades enfrentadas pelos povos indígenas, principalmente na área de atendimento à saúde, atribuição até agora da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). As constantes irregularidades comprometem o serviço, a ponto de se debater hoje a possível extinção da fundação.

Neste mesmo dia, à tarde, revoltados com a decisão do governo federal e em protesto diante da corrupção que se encastelou na Funasa, cerca de 150 índios de diversas etnias ocuparam a sede da fundação em Manaus. Eles prometem sair de lá somente quando o governo revogar portaria que regulamenta a prestação dos serviços de atenção à saúde dos povos indígenas no País, passando para os municípios as responsabilidades que hoje são da Funasa. As lideranças indígenas temem que a transferência dos serviços de saúde indígena para os municípios poderá resultar no aumento da corrupção.

Eles alegam que a descentralização de recursos dificultará o controle da aplicação das verbas. A proposta que recebe maior receptividade nas tribos é a de que o próprio Ministério da Saúde assuma a atribuição de cuidar do atendimento aos
índios. O certo é que, do jeito que está, não há a mínima possibilidade de continuar, sob pena de comprometer ainda mais o sistema de saúde das comunidades indígenas, colocando em risco a vida de milhares de pessoas. As autoridades federais deveriam se dedicar mais a essa questão para encontrar solução que venha agradar aos índios, os principais interessados.

A corrupção deve ser estancada e a crise atual exige a implantação de uma força-tarefa para não só reativar, o mais urgente possível, o atendimento a todos os povos indígenas, mas também para encontrar uma alternativa segura e eficaz à extinção da Funasa. É o mínimo que se espera de um governo eleito com o discurso de defesa de milhares de etnias que ocupam principalmente a região amazônica.

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