Folha de Boa Vista
Autor: Selma Mulinari
03 de Mar de 2008
Em Roraima estamos no início da implantação de um grande problema relacionado à questão étnica. A salutar convivência entre índios e não índios depende do cumprimento do que a nossa constituição estabelece. De repente parece que ser índio se tornou sinônimo de ser supremo e de intocável. Os índios agora podem cecear o direito de ir e vir dos demais cidadãos e proibir o exercício profissional dos cidadãos e nada acontece.
Ora se a Constituição Federal nos garante o livre trânsito dentro do Território Nacional, então por que não podemos exercer este direito e transitar livremente dentro do Estado de Roraima. Há anos o direito de ir e vir dos cidadãos roraimenses vêm sendo cerceados e ninguém faz nada. Talvez agora alguém se manifeste, pois os problemas estão cada vez mais graves. Temos o lendário caso da BR 174, que perdura sem solução atrapalhando o escoamento da produção e o abastecimento interno de gêneros alimentícios e demais produtos causando prejuízos aos comerciantes locais.
Temos agora mais um problema no Município de Normandia que começou a se esboçar com a tentativa de implantar uma barreira na BR 433 próximo ao Lago do Caracaranã. Agora a questão é uma cerca que foi construída para separar a Terra Indígena do restante do Município e que está cerceando o direito de ir e vir dos cidadãos.
A cerca construída pelos índios corta o Município de Normandia de fora a fora e o problema em questão da BR 433 é o trecho do Jacarezinho até o rio Maú. Em função desse bloqueio os moradores e produtores rurais dessa região não tem como passar, os índios construíram a cerca por cima da estrada e estão proibindo o acesso. Como já sabemos esse tipo de confusão não acaba bem, muito ao contrário, sempre é trágico.
Como solução para o problema o representante do Comitê Gestor da Presidência da República, juntamente com um representante do CIRR e um representante dos produtores assinaram, no dia 21 de fevereiro, um acordo para a reabertura provisória da estrada. Providência esta que não está funcionando, a estrada continua fechada.
Bem no meu entender de leiga, não vejo autoridade do Senhor Nagib e nem do Senhor Dionísio para resolver tal questão. Primeiro por se tratar de uma BR e segundo por entender que como este problema afeta diretamente o Município de Normandia e o Estado de Roraima, no mínimo, o governador do Estado e o Prefeito de Normandia deveriam ter sido consultado. Como já, Roraima é terra de muro baixo.
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