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26 de Nov de 2009
Representantes do Departamento de Saúde Indígena (Desai) reuniram-se nesta quinta-feira (26) com representantes da Wabano Centre for Aboriginal Health, instituição que oferece atenção à saúde indígena no Canadá. O objetivo principal do encontro foi estabelecer uma troca de experiências entre a instituição canadense e o Desai, no Brasil.
Participaram da reunião o diretor-executivo da Funasa, Faustino Lins (que representou o presidente, Danilo Forte); o diretor do Desai, Wanderley Guenka; o coordenador-geral de Atenção à Saúde Indígena, Flávio Nunes; a diretora-executiva da Wabano Centre for Aboriginal Health, Allisson Fisher; a assessora da instituição, Carlie Chase e a secretária-executiva da embaixada do Canadá no Brasil, Pamela Greenwell, além de outros coordenadores do Desai.
O coordenador Flávio Nunes apresentou às diretoras todo o histórico da população indígena no Brasil, suas características e o quanto os indicadores de saúde melhoraram a partir da tutela da Funasa, em 1999. Flávio destacou a parceria, recém-firmada, com o Health Canadá, órgão federal responsável em promover a saúde para a população canadense. "Em maio deste ano, firmamos uma acordo de entendimento com a instituição, buscando cooperação técnica em vários eixos de atuação como treinamento de recursos humanos; prevenção e combate à tuberculose; atenção à saúde da mulher; mortalidade infantil e saúde mental", disse.
Flávio acrescentou que a principal conquista que a Funasa teve com a instituição Health Canadá foi o fato de que o Ministério da Saúde (MS) assinará uma portaria para viabilizar a integração do Telesaúde, destinado a atender emergencialmente às populações isoladas pelo telefone, modelo inspirado um já existente no Canadá.
Os analistas em saúde indígena do Desai apresentaram suas rotinas às diretoras sobre os eixos de atuação do Departamento, como Vigilância Nutricional e Alimentar; Saúde Bucal; Capacitação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e Saúde Mental.
O diretor-executivo, Faustino Lins, chamou a atenção para a extensão e complexidade da missão da Funasa. "A Fundação tem uma responsabilidade muito além da saúde indígena. Somos responsáveis pelo saneamento básico de mais de 80% dos municípios brasileiros. Mas durante todos esses anos temos evoluído cada vez mais para contribuir para a melhoria da saúde de toda a população brasileira, seja ela indígena ou não".
Já Guenka, destacou a melhoria dos indicadores de saúde. "Nós já melhoramos muito nossos números, sabemos que ainda podemos avançar mais. Mas só de vermos o crescimento populacional indígena, aumento da expectativa de vida, abrangência da imunização e redução dos índices de mortalidade infantil, já é motivo para comemoração".
Após uma longa de troca de experiências, pontos em comum entre as dificuldades enfrentadas e as políticas de atenção adotadas pelos dois países, Allisson Fisher, que também é indígena e cresceu em aldeia, analisou o encontro positivamente. "Estou realmente impressionada com o trabalho realizado pela Fundação. Compreendo perfeitamente as dificuldades enfrentadas, principalmente pela imensidão do país de vocês, a complexidade e diversidade das etnias contempladas. Temos coisas em comum, problemas, mas também acredito que nosso intercâmbio possa ajudar e contribuir para o sucesso dessa luta. Assim como nós já aprendemos muito com vocês em tão pouco tempo", disse a diretora. Allisson finalizou chamando a atenção de que "a verdadeira democracia é alcançada quando todas as pessoas são tratadas de maneira igual".
Ao final da reunião todos se dirigiram ao Desai para conhecerem as instalações do departamento. Todos receberam uma edição do livro "Lei Arouca: 10 anos de Saúde Indígena", editado pela Funasa em setembro deste ano.
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