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Operação Rio Pardo - Três dos acusados já estão soltos

Diário de Cuiabá-Cuabá-MT
06 de Dez de 2005

A Justiça Federal prorrogou a prisão temporária dos outros acusados de grilar terra indígena em Colniza

Três dos presos na Operação Rio Pardo, deflagrada pela Polícia Federal na última terça-feira, já estão em liberdade. Oscar Soares Martins, de Cuiabá, Alércio Jaruche, de São Paulo, e Hélton Maria dos Santos, de Goiás, não tiveram o pedido de prisão prorrogado e já estão em casa.

No último sábado, o Ministério Público Federal pediu a prorrogação de todos que tivessem sido presos na Operação Rio Pardo, com exceção de Oscar Soares, Hélton dos Santos e Alércio Jaruche. No total, foram 25 pedidos de prorrogação de prisão, incluindo o do ex-delegado Roberto de Almeida Gil, que está preso no anexo I do Pascoal Ramos (antiga Polinter).

Os mandados de prisão temporária foram expedidos pela Justiça Federal para manter a segurança dos índios que, conforme uma denúncia feita pela Fundação Nacional do Índio (Funai) ao Ministério Público Federal, são vítimas de genocídio e estão sendo acuados por grileiros interessados na Terra Indígena do Rio Pardo, na região de Colniza, noroeste de Mato Grosso.

As equipes da Polícia Federal que estavam no interior de Mato Grosso retornaram para Cuiabá na sexta-feira, encerrando os trabalhos da Operação Rio Pardo. Com isso, 49 pedidos de prisão continuam em aberto e podem ser cumpridos a qualquer momento pelas polícias Federal, Civil e Militar. Foram expedidos 77 mandados de prisão e 90 mandados de busca e apreensão pela Justiça Federal em Mato Grosso.

Agentes da Polícia Federal, coordenados pelo delegado federal Denis Cali, e representantes da Funai estiveram durante a semana passada na Terra Indígena do Rio Pardo para cumprir uma decisão do juiz federal José Pires da Cunha de retirar todos os ocupantes da área que não sejam os índios.

As investigações da operação tem como objetivo apurar a situação dos índios "baixinhos", que vivem isolados na área invadida. De acordo a Funai, a área vem sendo invadida há anos por grileiros, fazendeiros e madeireiros para a execução de um projeto que tem planejamento para a ocupação de toda a região.

Aline Chagas

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