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07 de Mar de 2009
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participaram neste sábado (7) da operação de retirada de 18 famílias de um restaurante desativado e ocupado irregularmente no Parque Nacional da Tijuca.
A intenção foi marcar o início da recuperação da reserva, que é administrada pelo Ibama.
Paredes e divisórias construídas pelos ocupantes dentro do antigo restaurante Silvestre foram demolidas, mas o prédio foi preservado porque, pelo projeto, também será recuperado.
Foi assinado ainda um novo convênio entre a prefeitura do Rio e o governo federal, que prevê a atuação conjunta na preservação da Floresta Nacional da Tijuca. Está previsto no projeto a revitalização do antigo Hotel das Paineiras, nas Paineiras.
"Ao todo, no parque, moram mais de cem famílias. Aqui era a área de maior risco, e vamos considerar que, com a ajuda da prefeitura, a gente tirou cerca de 20%" - informou Ricardo Calmon, diretor do Parque, alertando que serão feitas novas demolições.
Temor de uma nova favela
"A melhor defesa não é o mau uso, a melhor defesa é bom uso. Você, valorizando o local e criando alternativa, é a melhor forma de defesa", pontificou o ministro Minc.
Como os moradores fizeram vários "puxadinhos", a prefeitura do Rio temia que o local se transformasse numa nova favela, dentro de área tombada e de preservação ambiental.
"Isso aqui era um iniciozinho de ocupação, que vem aí com 5, 6, 10, quinze famílias. Daqui a pouco você tem uma nova comunidade no Rio", disse Paes, acrescentando que a prefeitura pretende retirar "com dignidade", dar o aluguel social, mas "proteger a cidade".
Os antigos moradores receberam o primeiro cheque de R$ 250 mensais referente ao aluguel social. Eles disseram que esperam receber a ajuda até terem suas novas casas.
Nas imediações do restaurante, foram plantadas árvores de espécies da Mata Atlântica para marcar o início do processo de recuperação do Parque Nacional da Tijuca.
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