VOLTAR

Operação resgata escravos em parque

OESP, Política, p. A10
15 de Jul de 2016

Operação resgata escravos em parque
Ministério do Trabalho descobre quatro trabalhadores em barracos de lona, dormindo sobre papelões e sem banheiro nas obras de construção de uma casa, cercas e estradas de loteamento irregular no Parque Nacional, em Mato Grosso

Julia Affonso

Quatro trabalhadores mantidos em condição análoga à escravidão foram resgatados de um loteamento que estava sendo construído dentro do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, na quinta-feira, 7. Segundo o Ministério do Trabalho, os trabalhadores foram localizados por fiscais da Superintendência Regional do Trabalho no estado e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), durante uma operação para coibir invasões no parque.
O loteamento seria ilegal. "Os trabalhadores atuavam sem registro trabalhista e equipamentos de proteção individual na construção de uma casa, cercas e estradas de acesso. Eles eram alojados em barracos de lona e dormiam em redes ou sobre papelões. O local não tinha água tratada, espaço adequado para alimentação, nem instalações sanitárias", informou a Pasta em nota, nesta quinta-feira, 14.
Após o resgate, os auditores fiscais do Ministério do Trabalho efetuaram diligências nas cidades de Chapada do Guimarães e Cuiabá para notificar os responsáveis pelas condições degradantes. Além das multas, eles serão obrigados a pagar todos os direitos legais aos trabalhadores encontrados naquela situação.
O ICMBio autuou dois invasores por desmatamento de área nativa, construção irregular e dano à área de preservação permanente. A casa foi demolida e os materiais encontrados no local, apreendidos. Eles responderão a processo administrativo ambiental e terão o caso encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF) para análise de abertura de processo criminal.

OESP, 15/07/2016, Política, p. A10

http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/homens-escravos-sao-…

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.