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Operação cumpre reintegração de posse de área invadida em Iranduba

D24am - http://www.d24am.com
Autor: Nathane Dovale
25 de set de 2013

A desocupação do terreno começou às 6h30 conforme determinação da juíza Luciana Nasser, da 2ª Vara de Justiça de Iranduba, e não teve resistência por parte dos invasores.

Manaus - A primeira parte da Ação de Reintegração de Posse da área ocupada na estrada Manoel Urbano, Km 6, Lote 4, no município de Iranduba (distante 27 quilômetrosde Manaus) foi cumprida na manhã desta quarta-feira (25).

Mais de 400 policiais entre Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), Batalhão de Choque, Canil, Cavalaria participaram da desocupação do terreno, que começou às 6h30 conforme determinação da juíza Luciana Nasser, da 2ª Vara de Justiça de Iranduba e não teve resistência por parte dos invasores.

Segundo o comandante de Policiamento Especializado (CPE), Aroldo Ribeiro, no local havia cerca de 500 pessoas, a maioria indígenas, e a resistência foi apenas verbal.

"O trabalho foi feito por fase, primeiro não deixamos ninguém entrar na área e derrubamos as barracas construídas de forma improvisada", disse o coronel, que deu o prazo até sexta-feira (27) para encerrar toda a desocupação.

De acordo com o oficial de justiça da comarca de Iranduba, Luis Alan Lorenzoni, a decisão da justiça estadual engloba uma terceira área ocupada por invasores.

"Além das invasões nos quilômetros 4 e 6, existe uma no quilômetro 37. Os ocupantes foram avisados hoje que têm 72 horas para retirar os bens da área", contou.

Lorenzoni informou que a terceira invasão conta com3,3 km (quadrados). Embora o prazo de retirada de bens tenha sido estipulado, o oficial de justiça disse que não há data determinada para iniciar a ação de retirada dos invasores.

O tenente coronel Fabiano Bó adiantou que foram identificadas várias áreas de degradação, porém, o

Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam), delegacia ambiental e Batalhão Ambiental vão verificar se foi devido a ocupação ou se foi feito pelo dono do terreno.

Conforme o cacique Sabá Kokama, apontado como líder da invasão, oito mil indígenas se concentraram na área. O fiscal da Fundação Nacional do Índio (Funai), Mario Stelio, o órgão vai identificar quantos indígenas estão na área.

A dona de casa Maria Raimunda, de 46 anos, justificou que foi morar na invasão com mais quatro pessoas porque cansou de perder os móveis durante a cheia no município de Iranduba. "O que está acontecendo não é vergonha para essas pessoas que estão aqui porque ninguém tem onde morar", comentou.

Manuel Dias, 48, condenou a ação que ele classificou como desnecessária. "A maioria das pessoas não têm para onde ir e a culpa da invasão é da falta de uma política social digna e honesta que ninguém se preocupa em fazer", disse.

Até 10h10, somente uma pessoa foi detida. Diego Castilho, 20, da etnia Kokama, foi algemado quando entrou no barraco para pegar as coisas dele.

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