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10 de Ago de 2009
Com o suporte de duas aeronaves, mais um Pelotão de Choque da Polícia Militar do Pará, além de policiais militares do Distrito Federal, e com a chegada de agentes ambientais federais agregando-se ao efetivo já existente na base operacional do Ibama em Novo Progresso, Pará, a operação Boi Pirata II entrará em sua fase de maior intensidade.
Os acessos ao setor norte da Floresta Nacional do Jamanxim estão bloqueados. Equipes do Ibama, da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal ocuparam a fazenda Barroso, ponto geograficamente estratégico, pois ela fica na entrada da área de maior ocorrência de desmatamento. Nessa fazenda, que fica dentro da reserva, havia desmatamento e criação de gado.
Os embargos estão sendo feitos setorialmente, priorizando as áreas mais desmatadas. As notificações que não forem atendidas, no sentido da retirada dos animais do interior da Flona, resultarão em apreensão dos animais e consequente doação aos programas sociais do Governo Federal.
Até a quinta-feira passada (6/8) havia sido lavrado um auto de infração equivalente a R$ 222, 5 mil de multa ao proprietário da fazenda Modelo, que foi embargada. No local, havia mais de 1.100 cabeças de gado. Também foram notificadas de embargo as fazendas Montes das Oliveiras e Vale do Boi. Todas as propriedades estão no Ramal dos Goianos, setor norte da Floresta Nacional do Jamanxim
Segundo o coordenador da operação, Leslie Tavares, haverá fiscalização simultânea em todos os pontos detectados pelo serviço de geoprocessamento do Ibama, aplicando-se as sanções administrativas necessárias. "Nenhum ponto, nenhuma ocupação irregular ficará para trás. Todos os infratores serão punidos com o rigor da lei", afirmou. Visando maior eficácia nas ações desenvolvidas pela operação, a base passará a funcionar 24 horas, em sistema de escala.
Segundo Tavares, os acessos ao setor norte da Flona já estão bloqueados para que equipamentos, máquinas ou cabeças de gado não passem por ali.
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