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Operação apreende 50 mil m3 de tora de madeira ilegal no PA

OESP, Vida, p. A22
24 de Out de 2008

Operação apreende 50 mil m3 de tora de madeira ilegal no PA
O material foi recolhido a 200 km de Altamira; a quantidade é suficiente para lotar 2,5 mil caminhões

Uma operação realizada ontem a 200 km de Altamira, no Pará, apreendeu cerca de 50 mil m3 de toras de madeira - o equivalente a 2.500 caminhões lotados do material, resultado de desmatamento ilegal da floresta amazônica. A operação contou com agentes do Ibama, Aeronáutica, Polícia Federal e Polícia Militar do Pará e resultou em uma das maiores apreensões de toras de madeira da história do País.

Ao lado do presidente do Incra, Rolf Hackbart, e do secretário estadual de Meio Ambiente do Pará, Valmir Ortega, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, assinou dois termos de doação de 6 mil m3 de madeira para o governo do Estado do Pará, para o Ministério de Desenvolvimento Social e para o Serviço Florestal Brasileiro, órgão do Ministério do Meio Ambiente.

A outra parte será leiloada, como estabelece o decreto federal que regulou a Lei de Crimes Ambientais. Cada tora apreendida deve ser leiloada por cerca de R$ 500, afirmou Ortega.

Segundo Minc, os recursos arrecadados serão usados para a compra de veículos e outros materiais de fiscalização e, também, para reforçar a oferta de empregos e empreendimentos sustentáveis como atividades extrativistas e a implantação de planos de manejo em unidades de conservação.

GRILEIROS

O ministro enfatizou o "caráter didático" de sua presença durante a operação e da assinatura das doações. Minc voltou a afirmar que os criminosos não vão enriquecer com produtos do crime ambiental.

Na região visitada pela equipe na gleba Tuerê, no município de Portel, foram apreendidos apenas nos últimos dias 6 mil m3 de madeira. No local onde aterrissaram os helicópteros da comitiva, horas antes havia sido fechada uma serraria ilegal com a apreensão de madeiras nobres como ipê, jatobá e maçaranduba.

Os criminosos, porém, conseguiram fugir, evitando o flagrante. A região é mistura de terras públicas da União e do governo do Pará com invasões de grileiros.

OESP, 24/10/2008, Vida, p. A22

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