Brasil Norte-Boa Vista-RR
12 de Abr de 2004
O Conselho Geral da Tribo Ticuna (CGTT) entendeu que do ponto de vista político a decisão foi autoritária, e rebateu as afirmações de Ricardo Chagas, diretor do Departamento de Saúde Indígena (Desai), de que as ONGs são "poderes paralelos que transgridem a lei".
Para os Ticuna, o diretor fechou intencionalmente o diálogo entre o Desai e as organizações conveniadas com a Funasa.
Por sua vez, o Instituto Socioambiental (ISA), embora reconhecendo o direito do Estado brasileiro de mudar suas políticas, questiona até que ponto esse Estado terá condições de manter o atual padrão de assistência à saúde indígena, e conclui: "A história recente demonstra que não".
O ISA cita como exemplo a situação dos Yanomami que, entre 1999 e 2003, teve uma redução bastante acentuada dos casos de malária e mortalidade infantil, em contraste gritante com o período anterior, quando o atendimento era de responsabilidade exclusiva da Funasa.
Organizações Indígenas
O ISA cita a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e o Conselho Indígena de Roraima (CIR) segundo os quais a política anunciada pela Funasa equivale a "um andar para trás". Para o Instituto, essa insatisfação das organizações não-governamentais deve-se ao fato de que a proposta da Funasa agradou aos políticos de Roraima, inimigos históricos dos povos indígenas, por retirar das ONGs a execução da saúde indígena.
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