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ONGs querem incluir duas areas vizinhas

OESP, Metropole, p.C8
20 de mai de 2005

ONGs querem incluir duas áreas vizinhas
Líderes dizem que invasores também ameaçam terrenos de Cotia e Taboão
Não é só o futuro da Fazenda Tizo que preocupa lideranças comunitárias e ONGs, que já pressionam há anos o poder público pela criação do parque. "Vamos fazer amanhã o 1.o Encontro sobre o Destino de Fragmentos de Mata Atlântica da Região Oeste da Grande São Paulo. Queremos que o parque saia mesmo, unindo três áreas vizinhas", diz a bióloga da USP Silvana Santos, organizadora do evento. "Não podemos perder a mata atlântica."
Além da área de 1,5 milhão de m2 da CDHU, há duas vizinhas que preocupam. Uma delas, de 500 mil m2, fica em Taboão da Serra. Só é separada da anterior pela Avenida Engenheiro Heitor Antônio Eiras Garcia e pela Favela Vila Nova Esperança. E é particular. "Vai ser difícil remover as famílias. Mas pretendemos fazer um programa de educação ambiental e, quem sabe, os moradores podem trabalhar no parque."
A moradora mais antiga da vila, Sebastiana do Prado Souza, conhecida como Maria, de 75 anos, foi morar no terreno quando era uma fazenda, em 1952. "O dono nos deu a terra", garante ela, que costuma chamar os vizinhos de invasores. "Eles jogam sujeira. Precisei até parar de usar o poço."
Outro remanescente, de 168 mil m2, foi repassado à prefeitura de Cotia pela Dersa, como compensação pelo Rodoanel: é o Parque das Nascentes. "Há corredores naturais para ligar as áreas."
O encontro vai reunir representantes de ONGs e das prefeituras de São Paulo, Embu, Cotia, Taboão da Serra e Osasco, além da Fundação Florestal. O evento começa às 8h30, no CEU Butantã (Avenida Eng. Heitor Antônio Eiras Garcia, 1.700). A área da CDHU foi cortada pelo Trecho Oeste do Rodoanel, que usou na obra 150 mil m2, no km 26, para empréstimo de terra. A Dersa promete começar, em 40 dias, a refazer o revestimento vegetal.

OESP, 20/05/2005, p. C8

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