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ONGs lançam relatório sobre o Desmatamento Zero na Amazônia

Mauricio Araya - http://mauricio.jor.br
13 de Nov de 2017

ONGs lançam relatório sobre o Desmatamento Zero na Amazônia

O grupo de trabalho pelo Desmatamento Zero - composto pelas ONGs Greenpeace, Instituto Centro de Vida, Imaflora, Imazon, Instituto Socioambiental, IPAM, TNC e WWF - lançou, durante a 23ª Conferência das Partes (COP23) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, em Bonn, o relatório Desmatamento Zero na Amazônia: como e por que chegar lá, que indica caminhos para eliminar, a curto prazo, o desmatamento na Amazônia, e seus benefícios ambientais, econômicos e sociais.
No documento, o grupo defende que não há mais justificativas para a destruição da vegetação nativa do Brasil, já que o desmatamento provoca desequilíbrio do clima, destrói biodiversidade e recursos hídricos, traz prejuízos à saúde humana e, ao contrário do que muitos acreditam, compromete a competitividade da produção agropecuária.
Caminho para o Desmatamento Zero
- implementação de políticas públicas ambientais efetivas e perenes;
- apoio a usos sustentáveis da floresta e melhores práticas agropecuárias;
- restrição drástica do mercado para produtos associados a novos desmatamentos;
- engajamento de eleitores, consumidores e investidores nos esforços de zerar o desmatamento.
Em 2016, o desmatamento na Amazônia, sozinho, foi responsável por 26% das emissões domésticas de gases do efeito estufa. Zerar o desmatamento, é portanto, a forma mais rápida e fácil de reduzir emissões e cumprir com o acordo de Paris.
A boa notícia é que o Brasil já conhece o caminho para o desmatamento zero e sabe como chegar lá.
"As medidas implementadas nos últimos anos (2005-2012) derrubaram as taxas de desmatamento na Amazônia em cerca de 70% e indicam que os elementos necessários para atingir o desmatamento zero se encontram presentes", destaca trecho da publicação.
"O Brasil já sabe o caminho para chegar ao desmatamento zero, mas tem seguido na direção oposta. Temer e o Congresso vêm discutindo e aprovando medidas que incentivam ainda mais desmatamento, grilagem e violência no campo. Caso ações não sejam tomadas urgentemente, o cenário é de permanência de altas taxas de desmatamento na Amazônia", comenta Cristiane Mazzetti, especialista em Amazônia do Greenpeace Brasil.
"O caminho existe, mas é preciso que governos e empresas se comprometam seriamente em transformar as ações propostas no documento em realidade, eliminando qualquer forma de desmatamento no curto prazo", complementa.
Para as ONGs, mudanças no sistema de produção agropecuária, combate à grilagem de terras públicas, atuação do mercado e estímulo à economia florestal estão entre as ações mais urgentes para zerar o desmatamento.
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