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ONGs e empresas fazem aliança pelo Cerrado

OESP, Vida, p. A11
29 de Out de 2007

ONGs e empresas fazem aliança pelo Cerrado

Convencer grandes empresas da importância das práticas sustentáveis de produção para que, como compradoras, elas pressionem os produtores rurais e, assim, eles comecem a adotar atividades que conservem a biodiversidade. É com essa proposta que será lançada na quarta-feira, em São Paulo, a Aliança pela Conservação do Cerrado, uma iniciativa da Conservação Internacional e das empresas Bunge e Oréades.

"A idéia é formar uma aliança entre empresas do agronegócio e organizações não-governamentais para que a atividade econômica que hoje é desenvolvida no Cerrado, como plantação de cana e soja, não seja uma coisa insustentável, como tem sido até agora", afirma Ricardo Bomfim Machado, diretor do Programa Cerrado-Pantanal da Conservação Internacional. "Vamos começar agora, mas pretendemos agregar o maior número possível de empresas e de organizações."

Apesar de ser considerada a savana tropical mais rica do mundo, com cerca de 12 mil espécies de plantas, o Cerrado é também a principal região agrícola do País, concentrando 35% da produção brasileira. Com isso mais de 55% da área original já foi desmatada e apenas 5,5% estão sob algum tipo de proteção.

Além disso, a maior parte do que resta do Cerrado está em propriedade privada. Diante dessas proporções, o projeto decidiu focar diretamente nas grandes empresas, que compram os produtos dos proprietários rurais. "Elas têm maior poder de pressão e também maior capilaridade. Se formos bater de porta em porta não vamos chegar a lugar nenhum", diz Machado.

OESP, 29/10/2007, Vida, p. A11

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