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'ONGs contrariam os interesses nacionais'

Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
25 de Nov de 2003

Na última sexta-feira, quando o senador Mozarildo Cavalcanti falou sobre a atuação das Organizações não Governamentais (ONGs) no Brasil, foi dito que tais entidades agiam como governo paralelo, em alguns casos, até contra a lei. Em nível de debate, foi dito que até órgãos federais - como a Funai - contrariavam a Constituição Federal ao impedir o direito do livre trânsito pelo território nacional.
Um dos entrevistados da Folha acredita que a Fundação Nacional do Índio tenha sido envolvida numa arquitetura internacional para atingir objetivos que não interessam a nação brasileira ou ao seu povo, mas atendem a interesses econômicos e antidemocráticos de outras nações que querem interferir na vida nacional através de órgãos do próprio governo.
"O que admira é que o governo não controla os seus próprios órgãos diante da força destas organizações de governo paralelo. O governo paga para eles atuarem de forma contrária à determinação e à diretriz estabelecida pelos governantes. Isso é um absurdo. A Funai não tem nada de fundação de assistência ao índio, na medida em que não executa este trabalho, apenas quer preservar áreas capazes até de aliviar bastante o endividamento brasileiro", comentou.
O entrevistado acredita que o interesse maior seja nas riquezas do subsolo, onde estão metais nobres, metais raros de valor inestimável que colocariam o Brasil no topo econômico das nações, podendo até desestabilizar moedas estrangeiras, colocando em banca rota a economia de determinados países. Entre estes elementos preciosos estão os que delimitariam as ações do futuro na produção de energia, como as reservas de urânio que aqui existem.
"O interesse internacional de invasão da terra talvez não tenha, mas de dominação sim. Existiu uma proposta do Japão de assumir a dívida externa brasileira, em troca de usar o nosso território por determinado período, mas o interesse de ocupação é individualizado. O interesse maior que existe na preservação das riquezas do subsolo ultrapassa os limites das fronteiras do Brasil", acredita.
Atualmente, em muitas cabeças da elite jurídica brasileira está se consolidando a idéia de que patrícios desavisados contribuem na difusão de um conceito do neocolonialismo: admitir a existência de nações indígenas dentro do Brasil. Assim, se poderia pretender um governo para esse território, inviabilizando a exploração pelo país.
A partir daí, conjectura-se a idéia que uma parte do Brasil e outra da Venezuela poderia constituir, por exemplo, a Nação Indígena Yanomami, o que para criar um país independente bastaria definir a forma de governo. "Dizem que os Estados Unidos da América do Norte são o país mais democrático do mundo. Porém, vê-se que a democracia deles é apenas para uso interno. Externamente eles impõem regimes de força, de ocupação, banem dos órgãos diretivos até mesmo os nativos das áreas ocupadas", comentou.

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