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24 de Out de 2008
Chefes do Distrito Sanitário Especial de saúde Indígena (DSEI), presidentes de Conselhos Distritais Indígenas (CONDISI), Técnicos do Departamento de Saúde Indígena (DESAI) e do VIGISUS (Ministério da Saúde), além de consultores, coordenadores regionais, ongs, Funai e usuários dos estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato grosso do Sul discutiram em Campo Grande (MS) durante três dias (21 a 23/10) na 3ª Oficina Regional, os Modelos de Atenção, de Organização, de Gestão, de Financiamento, Monitoramento e Avaliação do Subsistema de Saúde Indígena.
O evento no auditório do Hotel Vale Verde reuniu mais de 90 pessoas que lidam direta e indiretamente com a saúde indígena, com objetivo de relatarem as ações e dificuldades enfrentadas nos estados, as perspectivas e experiências, para que possam ser implantados novos modelos adequados a cada realidade apresentada, levando-se em consideração diferença geográfica, diversidade de etnias, culturas e forma de gerenciamento de recursos e programas.
Em abril de 2008 a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) iniciou um processo de reflexão sobre os modelos de atenção, organização, gestão, financiamento, monitoramento e avaliação do Subsistema de Saúde Indígena, auxiliada por uma equipe de consultores do consórcio Institute of Development Studies (IDS), Centro Brasileiro de Análise e Planejamento - Cebrap e Associação Saúde Sem Limites.
O objetivo é completar o diagnóstico da situacional da Saúde Indígena no país, apresentar um plano de operacionalização das propostas e apoiar a Funasa na implementação de modelos. O evento é importante para coleta e organização de novos dados.
Cada um dos estados participantes fez uma explanação sobre a realidade dos DSEI, as ações implementadas em prol da saúde indígena e as dificuldades de operacionalização dentro de alguns setores que compõem a engrenagem da Atenção Básica à Saúde Indígena no Brasil.
Os estados se dividiram para avaliar as próprias ações e apontar falhas, necessidades e soluções. "É importante formarmos grupos de discussão com membros de diferentes regiões para percebermos o quanto avançamos.
Em 1999 o índice de mortalidade infantil era muito alto em MS, 140 crianças morriam para cada 1000 nascidos vivos, hoje fechamos setembro com 31/1000 e ainda consideramos que este número pode reduzir bem mais, temos certeza que estamos trilhando o caminho certo", ressaltou o coordenador regional Flávio da Costa Britto Neto.
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