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29 de Jun de 2008
Olhares atentos, tereré na roda e muitas descobertas. "Tudo é novidade para mim. Estou encantado e muito feliz em estar aprendendo a fazer filmes", relata o jovem terena Benjamim Sebastião Farias, da aldeia Cachoeirinha de Miranda. Foram 48 horas de oficina básica de produção audiovisual dentro da programação do VIB. Participaram 20 jovens.
Para o facilitador Sérgio Sato, esse intercâmbio é mais que uma simples forma de registro, ele diz que todos têm capacidade, mas às vezes falta capacitação. "Essa oficina da à oportunidade de troca, de capacitar e estimular a realização nas aldeias", comenta.
Para o professor Kaiowá Guarani, Fábio Concionza, da aldeia Panambizinho de Dourados, o que foi ensinado aqui é uma ferramenta importante para a sua etnia. "Lá na aldeia podemos gravar nossos rituais, nossa cultura e mostrar para outras aldeias e até para os não-índios", afirma.
A jovem terena Jocilene Lemes da Silva, da aldeia Cachoeirinha está animada com a oficina e pretende continuar estudando o assunto. "Quero aprender mais, gostei de saber como funciona o audiovisual, vou continuar estudando isso", diz.
A oficina foi dividida nos módulos a história do cinema e do audiovisual e a linguagem do documentário, ministrado por Hélio Godoy, fotografia para o audiovisual e edição e montagem, ministrado por Sérgio Sato, Divino Tserewahú e Paulinho Kodojeba. O resultado dessa oficina, um vídeo de 8 minutos, será apresentado amanhã, último dia do VIB.
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