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Observatório critica danos ambientais contra povos indígenas e camponeses

Adital - http://www.adital.com.br/
07 de Jul de 2009

O Observatório de Conflitos Mineiros da América Latina (OCMAL) emitiu um manifesto hoje (7) criticando as políticas desenvolvimentistas dos governos do continente. Segundo o grupo, as atividades primário-exportadoras buscam \"despojar, cada vez mais, de suas terras as comunidades indígenas e camponesas\". O documento foi escrito em Quito, capital do Equador, após uma reunião entre 36 entidades que compõem o Observatório, de 3 a 5 deste mês.

\"Anunciamos que seguiremos fortalecendo a solidariedade entre nossos povos e organizações para construir um mundo social e ecologicamente justo\", dizem no documento, intitulado \"Pela Justiça social e ambiental e a Paz na América Latina\". Assinaram o manifesto 36 entidades civis, indígenas e cristãs da Guatemala, Honduras, México, El Salvador, Argentina, Equador, Peru, Chile, Bolívia, Brasil e Colômbia.

As entidades afirmam que o capitalismo tem causado graves danos ambientais, devido ao consumo desenfreado dos países mais ricos do mundo e aos lucros, reduzido a um pequeno grupo de corporações transnacionais.

\"Consideramos que esse sistema deve ser mudado e que a justiça social que, por séculos, vemos reclamando deve se estender também à justiça com a terra\", pontuaram os movimentos em seu manifesto. \"A reprodução desse sistema reproduz também a submissão de nossos povos e o despojo agressivo de nossas riquezas naturais\", acrescentaram as entidades.

Os grupos afirmam que as atividades mineiras e a expansão das indústrias extrativas estão \"fazendo com que cada vez mais pessoas sejam denunciadas, presas, assassinadas ou desaparecidas\".

Na nota, o grupo se solidariza com os povos Awajún, Achuar, Wampis e Shuar, da Amazônia oriental de Bagua, no Peru. Segundo as entidades, os membros desses povos \"têm sido assassinados por defender seus territórios\". O documento ainda cita nomes de vários indígenas e campesinos latino-americanos que estão sendo perseguidos ou foram brutalmente assassinados por lutar pelas terras de seus povos.

As entidades exigem sanção para os responsáveis políticos por todas as vítimas (indígenas e policiais), o fim imediato da perseguição, fustigação e criminalização dos líderes indígenas.

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