Estadão do Norte-Porto Velho-RO
31 de Mai de 2004
A construção das usinas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira, em Porto Velho, vai acelerar e consolidar o desenvolvimento socioecômico em Rondônia. Isto porque, além de atrair novas indústrias e empresas, o empreendimento vai gerar milhares de empregos e renda. Mais do que isso: vai aumentar a arrecadação de tributos estaduais e municipais. Como conseqüência, o governo terá mais recursos para investimentos em obras sociais.
Depois de prontas, as duas hidrelétricas vão gerar 7.362 MW de energia. O empreendimento abrange 260 quilômetros entre as cidades de Porto Velho e Abunã - esta última, na fronteira com a Bolívia, e que vai tornar o rio inteiramente navegável, possibilitando o escoamento de 50 milhões de toneladas de grãos do Brasil, Bolívia e Peru.
Com um custo aproximado de US$ 4 bilhões apenas para a construção, as usinas contam, cada uma, com 50 máquinas de baixa potência, sendo 70 MW de capacidade em cada turbina. As obras devem ser iniciadas em junho de 2005, e as hidrelétricas devem entrar em operação em 2009.
O presidente de Furnas Centrais Elétricas, José Pedro Rodrigues de Oliveira, diz que o projeto de construção das duas hidrelétricas, em Rondônia, "vai deixar uma marca muito grande ma história de geração de energia do País". Para o deputado federal Miguel de Souza, Porto Velho agora será conhecida "antes e depois do advento" das usinas de Santo Antônio e Jirau. O parlamentar destacou a importância das hidrelétricas para a consolidação do desenvolvimento regional.
Na Região Norte, a despeito da grande disponibilidade de recursos hidrográficos, ainda persiste até hoje a falta de energia elétrica, o que acaba restringindo a expansão da economia dos Estados da Amazônia Legal. Daí, as autoridades rondonieses serem unânimes na defesa da construção das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira.
Para o ministro da Previdência Social, senador licenciado Amir Lando, a construção das duas usinas representam um marco histórico na geração de energia elétrica no Brasil. Em sua opinião, as duas hidrelétricas vão tornar Rondônia auto-suficiente no setor energético, e que isso, certamente, atrairá novos investimentos para o Estado.
Assim como Miguel de Souza, o presidente da Assembléia Legislativa de Rondônia, Carlão de Oliveira, acha que a construção das usinas no rio Madeira, não só vai atrair novas indústrias e empresas para Rondônia, como também e principalmente vai gerar mais empregos e renda. Além do mais, poderá viabilizar o mais rápido possível a tão decantada Saída para o Pacífico, uma antiga bandeira de luta dos empresários dos países andinos, como Bolívia, Chile e Peru.
Tanto o governador Ivo Cassol, quanto o prefeito Carlinhos Camurça acreditam que a construção das duas usinas, em Porto Velho, vão melhorar a arrecadação de tributos estaduais e municipais. Com isso, o Estado e o município terão mais recursos para investimentos em infra-estrutura de saneamento básico e obras sociais. Ambos acham que as duas hidrelétricas, da mesma forma, vão fomentar as exportações e importações.
Como explica Cassol, a energia elétrica, na sociedade moderna, é a base de toda a cadeia produtiva, pois todas as atividades econômicas demandam o consumo de energia elétrica. Daí, concluir que a construção das duas usinas vai alavancar o desenvolvimento econômico do Estado, "disponibilizando esse insumo a empresas e produtores rurais". Isto, na concepção do governador, propiciará a instalação de indústrias, comércios e beneficiamentos de produtos agropecuários, "gerando receitas, tanto para a iniciativa privada, quanto para o poder público na forma de tributos".
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.