OESP, Metrópole, p. A20
26 de Jun de 2013
Obama lança pacote climático com 3 frentes
Medidas visam à redução das emissões de gases, adaptação às mudanças e ação global
GIOVANA GIRARDI - O Estado de S.Paulo
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou ontem o tão esperado plano americano para combater as mudanças climáticas. Em uma estratégia para se livrar dos impasses do Congresso do país, que há anos emperra a criação de uma lei nacional sobre o tema, Obama lançou medidas que independem do legislativo para lidar com a questão.
Declarando que os "americanos em todo o país já estão pagando o preço da inação", ele anunciou ações em três frentes: de mitigação, com a redução das emissões da produção de energia; de adaptação das cidades às mudanças que já estão ocorrendo; e de colaboração, com um acordo internacional de redução global das emissões que tem de ser fechado até 2015.
O plano lembra que 2012 foi o ano mais quente da história dos Estados Unidos e que secas, furacões, incêndios e enchentes estão mais frequentes e intensos, custando à economia americana, só no ano passado, mais de US$ 100 bilhões.
Na parte do corte de carbono, a principal medida é reduzir as emissões provenientes das termelétricas a partir de uma ação com a Agência de Proteção Ambiental, que prevê a criação de novos padrões tanto para novas quanto para velhas usinas.
Paralelamente, haverá incentivo para as energias renováveis. Para 2014, Obama prometeu aumentar o orçamento para energia limpa em 30% e, até 2020, dobrar a geração de eletricidade solar e eólica. Nessa data, as fontes alternativas devem conseguir abastecer mais de 6 milhões de casas.
O projeto também inclui ampliar o apoio federal para desenvolvimento e eficiência energética de combustíveis fósseis, romper barreiras comerciais para produtos de energia limpa e impulsionar a cooperação bilateral climática com grandes economias como a China, Índia e Brasil.
Apesar de trazer um forte sinal político de que o governo está disposto a agir, ambientalistas se queixam da falta de metas numéricas mais ambiciosas. O plano fala em redução de 17% das emissões até 2020, com base em valores de 2005. Mas esse é um compromisso assumido em 2009 e que já está perto de ser cumprido em boa parte por causa da crise econômica.
No campo das negociações internacionais, a notícia foi bem recebida. "Este plano é um passo para frente mais que bem-vindo e, se implementado, pode colocar os EUA no caminho rumo a um futuro de baixo carbono", comentou Connie Hedegaard, comissária europeia para a ação pelo clima. "Internacionalmente, o plano contém uma série de boas intenções que têm agora de ser traduzidas em ação mais concreta."
OESP, 26/06/2013, Metrópole, p. A20
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