O Globo, Sociedade, p. 24
04 de Ago de 2015
Obama apresenta Plano de Energia Limpa dos EUA
Presidente americano destaca mudanças climáticas como maior ameaça a futuras gerações
O presidente dos EUA, Barack Obama, apresentou ontem oficialmente seu Plano de Energia Limpa, com o qual pretende diminuir a dependência de combustíveis fósseis para a geração de eletricidade no país e estimular a adoção de fontes alternativas, como a eólica e a solar. Como adiantou O GLOBO na edição de ontem, as medidas incluem exigência para que as usinas termelétricas reduzam em 32% suas emissões de gases causadores do efeito estufa até 2030 em relação aos níveis de 2005. A iniciativa tem como principal alvo as usinas movidas a carvão, que nunca enfrentaram limites para emissões e ainda atendem a uma parcela significativa da demanda por eletricidade nos EUA.
Em discurso na Casa Branca, em que chegou a citar até a recente encíclica do Papa Francisco sobre o assunto, Obama voltou a destacar a importância do combate ao aquecimento global não só para os EUA como para todo o planeta. Para ele, as mudanças climáticas são a maior ameaça às futuras gerações.
- Estou convencido que nenhum outro desafio é ameaça maior para nosso futuro e das próximas gerações do que as mudanças climáticas - disse. - Nós somos a primeira geração a sentir seus efeitos e a última que pode fazer algo a respeito. Esta é uma das raras questões que, por sua magnitude e escopo, se não fizermos nada, não poderemos reverter seus efeitos ou nos adaptar a eles. E estamos fazendo isso do jeito certo, com metas realistas e praticáveis, mas ainda assim ambiciosas.
Durante a apresentação, Obama reconheceu que o plano vai sofrer críticas e, saindo do roteiro previsto, contou uma história pessoal para rebater seus detratores. Segundo ele, ao chegar em Los Angeles para cursar a faculdade em 1979, resolveu sair para correr e, após cinco minutos, sentiu que não conseguia respirar devido à poluição. Na época, o chamado "smog" foi alvo de um plano de combate que os críticos diziam que prejudicaria a economia e provocaria desemprego:
- E hoje, apesar dessas táticas de medo, podemos correr tranquilamente em Los Angeles.
O Globo, 04/08/2015, Sociedade, p. 24
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