Estado de S. Paulo-São Paulo-SP
11 de Mar de 2003
Governo constata dois aproveitamentos potenciais no Brasil e um na Bolívia
Um estudo de Furnas identificou dois grandes aproveitamentos hidrelétricos no Rio Madeira, em Rondônia, e um em território boliviano. Os projetos serão estudados pelo governo e podem ser licitados para contribuir para o aumento da capacidade do parque gerador brasileiro, segundo o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Maurício Tolmasquim.
Os aproveitamentos em terras brasileiras somam 7 mil MW, ou metade do que a usina de Itaipu poderá gerar quando estiver a plena carga. Tolmasquim disse que os projetos têm de ser estudados do ponto de vista do planejamento energético, para então irem a licitação.
Se confirmadas, as novas usinas tornarão o Rio Madeira totalmente navegável, criando um canal de ligação fluvial entre a Bolívia e o Oceano Atlântico, via Rio Amazonas. Por isso, poderiam ser usadas como moeda de troca na renegociação sobre o preço do gás importado daquele país, diz o secretário.
Segundo ele, as negociações estão sendo conduzidas pelos Ministérios das Minas e Energia e das Relações Exteriores. "Do ponto de vista energético, queremos mudar o contrato, mas essa também é uma questão política, de relações exteriores." A Petrobrás e os consumidores brasileiros do gás boliviano reclamam da inflexibilidade do contrato, que obriga o pagamento do gás mesmo se não for usado, e do alto preço, em dólar e segundo o preço do petróleo.
Tolmasquim disse que o gás natural para geração de energia será usado de forma marginal no País, onde predomina a geração hidrelétrica. Os novos aproveitamentos podem também reduzir a necessidade de térmicas, se forem construídas novas usinas.
O governo trabalha ainda com a conclusão do projeto de Belo Monte, outra grande usina na região amazônica. O projeto está sendo revisto para reduzir seu impacto ambiental e deverá ser analisado na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética. (N.P.)
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