VOLTAR

O erro da Funai: não ouvir os sertanistas

O Estado de S.Paulo (São Paulo - SP)
08 de fev de 1973

Frente ao atual contexto da política indigenista, do contato indiscriminado com os grupos indígenas, sete sertanistas já abandonaram o órgão. O diálogo entre os sertanistas e a Funai já havia sido cortado quando Apoena propôs a criação de um Conselho de Sertanistas, que serviria para reuniões periódicas entre sertanistas de todo o Brasil. O caso dos Parques do Xingu e do Aripuanã são exemplos dessa atual política indigenista que prioriza o enriquecimento de grupos econômicos às custas da extinção dos indígenas, como afirma Cotrim Netto.
O sertanista Claudio Villas-Boas faz um cordão sanitário na região de contato com os Kranhakore, para impedir a entrada de jornalistas e curiosos, podendo levar doenças. O ministro do Interior desmente haver qualquer crise na Funai, decorrente do afastamento dos sertanistas.

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.