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07 de Jan de 2016
Uma reportagem da "Folha de S.Paulo", publicada nesta terça-feira (5) e baseada em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), aponta o crescimento de 27,5% no número de focos de incêndios florestais no país em 2015, na comparação com 2014, se tornando o segundo maior registro desde o início do monitoramento, iniciado em 1999.
Para o coordenador do núcleo de queimadas do Inpe, Alberto Setzer, o ano seco facilitou a propagação do fogo: foram registrados 236.371 focos em todo o país, que se aproximam do recorde histórico, registrado em 2010, de 249.291 ocorrências. O Pará foi o campeão de focos de incêndio em 2015 (44.794) e no Amazonas foram identificados 15.170. "Não existe história de combustão natural. Foi atividade humana, seja por descuido ou proposital", disse o pesquisador à Folha.
O pesquisador citou ainda a falta de fiscalização e o momento econômico como agravantes para o cenário. Segundo ele, a elevação do preço da carne impulsionou o número de queimadas para a abertura de pasto para a pecuária.
De acordo com Setzer, a tendência para 2016 é que o número de incêndios diminua. Um dos motivos é que haverá menos vegetação a ser queimada. "As florestas demoram a se recuperar", afirma.
O estudo "O Prejuízo Oculto do Fogo", lançado em 2002 pelo IPAM em colaboração com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (pea) e o Centro de Pesquisa Woods Hole (WHRC), aponta que os prejuízos dos incêndios e queimadas florestais vão muito além dos limites das propriedades e podem ganhar proporções sociais. Há perdas associadas com doenças respiratórias provocadas pela fumaça, além daquelas relacionadas à liberação de carbono para a atmosfera, que contribui com o aquecimento global, e que provocam prejuízos na economia: entre 1996 e 1999, as perdas totais anuais causadas pelo fogo na Amazônia, na média, foram de US$ 107 milhões a US$ 5 bilhões, ou seja, entre 0,2% e 9,3% do PIB da Amazônia no período, ou entre 2% e 79% do PIB agropecuário da região.
http://ipam.org.br/numero-de-incendios-florestais-cresce-275-no-pais/
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