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Autor: Valéria Araújo
14 de Out de 2016
Os dois novos poços da Reserva Indígena foram ativados em rede nesta semana, levando água para milhares de famílias, que estavam há meses sofrendo com o desabastecimento. O indígena Fernando Souza, destaca a importância da chegada da água. "Não havia água potável para as famílias. As crianças estavam adoecendo e tarefas do dia a dia como lavar uma roupa e limpar a casa estavam comprometidas. As lideranças estavam muito preocupadas, porque água é um bem essencial, um direito que estava nos sendo privado. Situação desumana", destaca. A indígena Sirlei Cândido Lima Martins diz que durante o período de desabastecimento sofreu sem poder lavar roupa. "Meus filhos ficavam dias sem ir para a escola porque não tinham roupa limpa e nem podiam tomar banho. As escolas também dispensaram os alunos várias vezes, por falta de água. Agora esses problemas acabaram", agradeceu.
A situação estava tão grave que em agosto indígenas das aldeias Jaguapiru e Bororó fecharam a rodovia MS 156 por três dias. Equipes da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) chegaram dias depois na reserva para fazer a perfuração de dois novos poços, um na aldeia Bororó e outra na Jaguapirú.
Depois dessa fase a Funasa fez a ligação na rede adutora, que vai para o reservatório para que a água fosse distribuída e chegasse às torneiras das residências. De acordo com as lideranças, com os novos poços, a comunidade totaliza oito reservatórios, alguns com mais e outros com menos vazão. Paralelo a isto, a Sanesul também tenta "salvar" um dos reservatórios que apresentou problemas de falta de manutenção, o que deve melhorar ainda mais a distribuição da água nas aldeias de Dourados.
Termo de cooperação Conforme mostrou O PROGRESSO, os reservatórios são resultado de Termo de Cooperação entre a Funasa e Sesai com interlocução do deputado Geraldo Resende. A assinatura aconteceu em julho e contou com a presença de lideranças indígenas, que acreditam que a medida ameniza o problema, mas é preciso resolver de vez o desabastecimento. Os novos poços têm uma profundidade de 112 metros com vasão de 17.100 litros/hora.
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