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Autor: Sheneville Araújo
09 de Out de 2013
Depois do rompimento do ex-vereador Telmário Mota (PDT) com o governador Anchieta Júnior (PSDB), a consequência foi a saída dos indicados dele da estrutura do Governo do Estado, a exemplo da Secretaria do Índio, antes comandada por Hipérion Oliveira. A pasta desde ontem está sendo dirigida por Chico Roberto, ex-prefeito de Pacaraima.
Anchieta disse que Hipérion Oliveira teria deixado a secretaria por "questões profissionais" e que na Aferr (Agência de Fomento de Roraima), que tinha como titular Raimundo Mota, outra indicação do ex-vereador, o novo diretor-presidente deverá ser definido até o final desta semana.
O novo secretário do Índio, Chico Roberto, informou que depois de tomar conhecimento de toda a situação da secretaria, projetos desenvolvidos, estrutura e verba disponível, deverá verificar o que é possível dar continuidade e que novas ações serão desenvolvidas. Mas, além disso, ele pretende procurar os órgãos federais que tratam da questão indígena para atuar em parceria nesse setor.
"Depois de tomar pé da situação da secretaria, vou procurar a Sesai [Secretaria de Saúde do Índio], Funai [Fundação Nacional do Índio], MPF [Ministério Público Federal] e todos os órgãos que tratem da questão indígena para atuarmos em sintonia e parceria. Acho que as questões políticas partidárias ficam para o momento das eleições. O momento é de trabalhar", declarou.
Ele disse ainda que tem a intenção de trabalhar de maneira participativa, ouvindo cada comunidade antes de dar início às ações. "Fiz isso quando era prefeito e acho que essa é uma maneira de não errar, ouvindo as necessidades das comunidades e decidindo junto com elas o que fazer para saber de problemas e desenvolver projetos", declarou, informando que uma das ações que já trouxe como proposta a ser debatida é a da internet, que considera ser necessária ser instalada em todas as localidades indígenas, visto que se trata de um serviço atualmente necessário a todas as populações.
Mesmo indo ouvir as comunidades indígenas sobre as demandas que pretendem encaminhar, por meio da Secretaria do Índio, Roberto adiantou que pretende ter como carro-chefe do órgão a agricultura indígena, pois acredita na produção de alimentos como alternativa para o desenvolvimento das comunidades.
"O objetivo é que as comunidades produzam alimentos, pois mesmo que não consumam nada, tem a alternativa de vender o que foi produzido e, para isso, vamos tentar trabalhar também em parceria para que as estradas e vicinais estejam em boas condições, a fim de viabilizar o escoamento da produção da Agricultura Indígena", explicou.
Ele garantiu que nessa área de agricultura indígena pretende aproveitar os técnicos agrícolas que saíram das comunidades em busca de conhecimento e se formaram, a fim de empregar essas técnicas aprendidas nas localidades de onde saíram. "Temos vários técnicos agrícolas e agrônomos indígenas, e quero aproveitar esse pessoal. Não significa que só trabalharemos com indígenas, mas um técnico que nasceu e se criou dentro da comunidade tem conhecimentos próprios da região e buscaremos aproveitar esse conhecimento dele, pois eles sabem mais do que as comunidades precisam", declarou.
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