VOLTAR

Novo código impedirá País de cumprir meta de clima

OESP, Vida, p. A20
11 de Jun de 2010

Novo código impedirá País de cumprir meta de clima

Afra Balazina

Com as mudanças propostas pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) no Código Florestal, o Brasil terá mais dificuldade para atingir as metas assumidas nas negociações climáticas internacionais, afirmou ontem a secretária nacional de Mudanças Climáticas, Branca Americano. "Será um desafio muito maior."
Ela participa, em Bonn, na Alemanha, de uma reunião preparatória para a Conferência do Clima da ONU em Cancún, a COP-16. Nas negociações para um acordo climático global, o Brasil se comprometeu a reduzir as emissões de gases que provocam o aquecimento global entre 36% e 39% em relação ao que emitiria em 2020 se nada fosse feito. E, para cumprir a meta, o governo federal disse que reduzirá o desmate da Amazônia em 80% e o do Cerrado em 40%.
Se a proposta do código virar lei, caberá aos Estados definir quais áreas desmatadas devem ser recuperadas. Na Amazônia, leis estaduais poderão reduzir para até 20% o porcentual de preservação das propriedades com vegetação de Cerrado.
Para Branca, dar esse poder aos Estados é "inaceitável". "Eu acredito que o Brasil não vai deixar isso passar como está, especialmente o aspecto que cria uma competição entre os Estados." Ela ressalta que "já é difícil combater o desmatamento com a lei do seu lado" e não dá para mudar as regras agora.
A secretária avalia que é possível ter uma agricultura de qualidade sem prejudicar a floresta - e sem provocar aumento das emissões de gases de efeito estufa. "O setor produtivo precisa criar incentivos para que exista mais eficiência e produtividade nas áreas plantadas. Criar incentivos para se ter um "selo Brasil" de sustentabilidade, que agregue valor à produção."

OESP, 11/06/2010, Vida, p. A20

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100611/not_imp564824,0.php

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.