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22 de Jul de 2014
O fato criminoso aconteceu anteontem, domingo, 20 de julho de 2014, na comunidade Remanescente de Quilombo Guaí. O engenheiro da OAS [*] derrubou a casa do quilombola Sr. Raimundo, acompanhado de vários capangas armados, e disse em voz alta que "agora será na Bala!".
O preposto do Estaleiro Enseada do Paraguaçu apropriou-se de uma parte do território da Comunidade Remanescente de Quilombo do Guaí, em Maragojipe, Bahia. A área em questão é ocupada por várias famílias remanescentes de quilombo que estão sofrendo ameaças e violências para que abandonem as terras que ocupam.
As comunidades resistem e negam-se a abandonar suas terras. Já pediram a proteção da Fundação Cultural Palmares, do INCRA e da SEPROME. A Procuradora da FCP visitou a comunidade no mês de junho e comprometeu-se a tomar medidas para proteger a comunidade. A Ouvidoria Agrária Nacional do INCRA também tem conhecimento do conflito e o Desembargador Dr. Gessino [Gercino] já notificou o Engenheiro da OAS.
Desde 2007 o Incra contratou a elaboração do RTID na região, mas até a presente data não foi finalizado.
Depois que a OAS e a ODEBRECHT iniciaram a construção de um estaleiro em Maragojipe passou a existir uma forte cobiça sobre os territórios quilombolas da região.
Agora, o comunitário está desalojado, e está instalado um clima de terror na localidade. Teme-se que ocorram mortes nestes dias. Espera-se uma ação efetiva dos órgãos competentes para punir o agressor e restaurar o direito desta comunidade.
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