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Nova licenca para segunda pista: secretaria do GDF autoriza a continuar construcao de mais uma pista de pouso no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek. Ministerio Publico e ambientalistas estudam recorrer a Justica

CB, Cidades, p.25
03 de Dez de 2003

MEIO AMBIENTENova licença para segunda pistaSecretaria do GDF autoriza Infraero a continuar construção de mais uma pista de pouso no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek. Ministério Público e ambientalistas estudam recorrer à Justiça

João Rafael Torres Da equipe do Correio
A Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) expediu ontem nova licença de instalação para dar continuidade às obras da segunda pista do Aeroporto Juscelino Kubitschek. Com a liberação, a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) ganha respaldo para tocar a construção pelo período de um ano. O procurador da República Francisco Guilherme Vollstedt disse que vai estudar com representantes do Ministério Público do DF a melhor saída para anular a licença.   A nova concessão foi estabelecida para não interromper o andamento das obras. Com validade de um ano, o documento estava prestes a vencer. De acordo com o porta-voz do GDF, Paulo Fona, o pedido foi feito pelo governador Joaquim Roriz para o secretário, Jorge Pinheiro, na semana passada. É uma obra de interesse da cidade e que não deve ficar parada, para segurança e comodidade dos passageiros do aeroporto, argumentou. A assessoria de imprensa da Infraero não soube precisar o prazo para o fim da obra.   O projeto da Infraero prevê a destinação exclusiva da nova pista para pousos — dividindo o fluxo com a pista antiga. Para o ano que vem, a previsão é de que o aeroporto atenda cerca de 190 mil pousos e decolagens. No ano passado, foram 130 mil operações. A capacidade atual é de 150 mil vôos. O aeroporto é o segundo de maior tráfego do país. Perde apenas para Congonhas (SP).   De acordo com o subsecretário de Meio Ambiente da Semarh, Cláudio Alberto Vaz, os números mostram a urgência da nova pista. Temos um tráfego tão intenso que, num descuido dos operadores, pode acontecer um grande desastre aéreo, alertou. Não tivemos problema para renovar a licença porque todas as exigências que fizemos foram cumpridas, acrescentou.   Em dezembro de 2002, a ONG ambientalista Instituto Vida Verde propôs ação para embargar a construção. O argumento é de que a obra invade as áreas de proteção ambiental das bacias Cabeça-de-Veado e Bacia do Gama. Além disso, o funcionamento da pista provocaria poluição sonora, do ar, além de causar impacto para a fauna local. Nossa esperança é a Justiça”, afirma o ambientalista Jonas Alves da Silva, diretor da Vida Verde.  Francisco Guilherme pretende estudar uma forma de pedir a suspensão da obra.

CB, 3/12/2003, p. 25

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