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Nova denuncia envolve Ciro

OESP, Nacional, p.A6
13 de Jun de 2005

Nova denúncia envolve Ciro
Deputado do PTB diz que concorrência foi manipulada

Segundo denúncia do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), feita durante almoço na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), segunda-feira passada, a concorrência do projeto de engenharia da transposição do Rio São Francisco teria sido manipulada, em um esquema que envolveria os ministros Ciro Gomes, da Integração Nacional, e José Dirceu, da Casa Civil. As declarações de Marquezelli foram publicadas no site do Jornal do Brasil.
Segundo Marquezelli, Jefferson teria uma fita, já exibida para a bancada petebista, que comprovaria a manipulação da concorrência. De acordo com Marquezelli, no segundo semestre do ano passado, Jefferson teria ido ao gabinete de Ciro no ministério, com os deputados Luis Antônio Fleury (PTB-SP), José Múcio (PTB-PE) e do líder do governo no Congresso, senador Fernando Bezerra (PTB-RN). Jefferson teria sido objetivo: queria emplacar a empresa de consultoria CNEC Engenharia, uma subsidária da Camargo Corrêa, no projeto.

O ministro disse que não poderia atendê-los, pois já havia acertado com duas empreiteiras num acordo envolvendo ele, Ciro, e José Dirceu. As empresas seriam a Construtora OAS e Odebrecht. Mas se Jefferson obtivesse o aval de Dirceu, Ciro estaria disposto a abrir uma vaga no consórcio desde que a empreiteira reunisse todos os atestados exigidos.

Do celular, Jefferson teria ligado para Dirceu e conseguido a autorização. Na conversa com Ciro, teria sido celebrado outro acordo que beneficiaria empreiteiras para que entrassem em licitações posteriores envolvendo a mesma obra, o que até então era vetado.

Conforme o Jornal do Brasil, Ciro Gomes negou que tenha recebido integrantes do PTB, Fernando Bezerra disse que não lembrava da reunião, José Múcio negou que tenha ocorrido e Dirceu não foi encontrado.

DISPUTA

Governo e oposição voltam amanhã a medir forças para a escolha do presidente e relator da CPI dos Correios. Jefferson vai depor no Conselho de Ética, onde deverá dar mais detalhes sobre o suposto esquema de pagamento de mensalão a parlamentares da base aliada. Os aliados fazem reunião, hoje, para estabelecer a estratégia.

OESP, 13/06/2005, Nacional, p.A6

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